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Trânsito12/11/2019 | 17h18Atualizada em 12/11/2019 | 17h26

VÍDEO: rochas ainda são obstáculos na Rota do Sol entre Caxias do Sul e Terra de Areia

Maior parte dos 164 quilômetros está em boas condições de trafegabilidade

VÍDEO: rochas ainda são obstáculos na Rota do Sol entre Caxias do Sul e Terra de Areia Lucas Amorelli/Agencia RBS
Queda de barreira registrada no dia 22 de maio ainda obstrui uma das pistas da rodovia na altura de Itati Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

De olho no feriado da Proclamação da República, 15 de novembro, sexta-feira, o Pioneiro percorreu os 164 quilômetros que ligam Caxias do Sul a Terra de Areia pela Rota do Sol para verificar as condições das três rodovias que compõem o trecho.

A maior parte do trajeto está em boas condições de trafegabilidade com alguns buracos esparsos, mas há pontos críticos de buracos em pelo menos dois locais no perímetro urbano da ERS-122, em Caxias, entre o Viaduto Torto e o bairro Santa Fé, e de obstrução de passagem na ERS-486, em Itati. Este último provocado pela queda de barreira ocorrida em 22 de maio deste ano, cujas rochas ainda não foram removidas.

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Segundo o secretário de Logística e Transportes do Estado, Juvir Costella, o governo não tem recursos para realizar as obras necessárias no local, que envolveriam além da remoção das rochas que estão sobre a pista também novo sistema de contenção da encosta. Não há previsão de quando o serviço será executado.

Joacir Rodrigues dos Reis, 56, proprietário do Restaurante Mirador, que fica quase em frente ao local onde ocorreu o deslizamento, disse que, para o negócio, o movimento está bom e deve se intensificar com a proximidade do Verão, mas ele acha que a situação do tráfego na rodovia deve trazer complicações quando o fluxo de veículos de pessoas indo para o Litoral Norte ficar mais intenso.

— Por enquanto está tranquilo. Acredito que, quando começar a temporada, aí... para nós será bom, mas vai trancar o trânsito e o povo vai berrar muito — ponderou.

O caminhoneiro Jeferson Rodrigues Rocha, 54, que veio de Vitória, no Espírito Santo, a Caxias trazer uma carga de bobinas de aço, gostou da paisagem, mas considerou muito perigoso o trecho do deslizamento.

— É a primeira vez que passo por esta estrada. Muito bonito. Gostei. Não achei ruim (as condições das rodovias) porque a gente tem que andar devagarzinho. Tem uns buracos e tal, poderia melhorar alguma coisa, sinalização, faixa, mas, no geral, não tenho do que reclamar não — comentou.

O DESLIZAMENTO NA ROTA

:: Em 22 de maio deste ano, parte da encosta da Rota do Sol (ERS-486), na altura do Km 4, em Itati, desprendeu e caiu sobre uma das pistas. As rochas foram acomodadas junto ao barranco liberando duas das três faixas existentes no local.

:: Equipes do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) analisaram o lugar e optaram por deixar as rochas sobre o asfalto porque elas amorteceriam a queda de outras pedras caso isso ocorresse. É que as telas que faziam a contenção e funcionavam como rede de proteção na encosta romperam.

:: Foi feito um estudo e elaborado um projeto sobre a medida mais adequada a tomar no local. Porém, conforme a Secretaria de Logística e Transportes não há recursos para executar a obra.

OS PONTOS COM PROBLEMAS DA ROTA DO SOL

:: ERS-122, entre Viaduto Torto e bairro Santa Fé, em Caxias:

Nesse trecho de cerca de 10 quilômetros da ERS-122, entre os Kms 69 (Viaduto Torto) e Km 80, no Santa Fé, tem buracos, deformações nas pistas que se alternam entre simples e duplas, com e sem acostamento, além de sinalização apagada. Os piores pontos são na altura do Km 73, pouco antes da ponte sobre o Rio Tega, no sentido Torto-Centro, com buracos maiores, e no Km 80, perto da Panatlântica (foto abaixo), também em função de crateras e no mesmo sentido de direção.

CAXIAS DO SUL. RS, BRASIL, 12/11/2019Condições da Rota do Sol - ERS-486: Percorremos a Rota do Sol, do viaduto Torto, em Caxias, até Terra de Areia, para verificar as condições da rodovia. Em geral, poucos problemas, ponto mais crítico é no Km 4 da ERS-486, onde houve deslizamento de rochas, em 22 de maio deste ano. As rochas permanecem lá.ERS-122 Km 80, perto da Panatlântida, em Caxias (Lucas Amorelli/Agência RBS)
Km 80, no Santa Fé, tem buracos, deformações nas pistas que se alternam entre simples e duplas, com e sem acostamentoFoto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

O fluxo de veículos leves e de caminhões é intenso no local, o que exige que eles desviem pelo acostamento. Ponto ruim também no acesso a Monte Bérico com muitas deformações no asfalto, os chamados borrachudos.

:: ERS-453, entre a Codeca (Km 141), em Caxias, e a ligação com a ERS-486 (Km 0), em Itati:

Maior parte do percurso com boa pavimentação e sinalização tanto nas pistas quanto a vertical (placas). Alterna trechos de pista simples e dupla. Um ou outro buraco e alguns remendos de tapa-buracos. Há uma parte onde o asfalto é ruim entre o acesso à ERS-110 (Km 239 da 453), que leva a Jaquirana, e a entrada para a ERS-020 que vai para São Francisco de Paula (Km 243 da 453). O trecho está com sinalização precária e com ondulações e remendos no asfalto. Depois, as condições voltam a melhorar.

:: ERS-486, entre Itati e a BR-101, em Terra de Areia:

Depois de percorrer cerca de 120 quilômetros a RSC-453 passa a ser ERS-486. Essa rodovia tem o trecho com mais problemas na pavimentação, com asfalto deteriorado, com buracos e ausência de marcação na pista. Além disso, é nela que está o ponto mais crítico da Rota do Sol, a obstrução da faixa sentido Caxias-Litoral pelo desmoronamento de rochas da encosta (Km 4). 

 CAXIAS DO SUL. RS, BRASIL, 12/11/2019Condições da Rota do Sol - ERS-486: Percorremos a Rota do Sol, do viaduto Torto, em Caxias, até Terra de Areia, para verificar as condições da rodovia. Em geral, poucos problemas, ponto mais crítico é no Km 4 da ERS-486, onde houve deslizamento de rochas, em 22 de maio deste ano. As rochas permanecem lá.ERS-486, Km 4, onde teve queda de rochas, em Itati(Lucas Amorelli/Agência RBS)
Km 4 é um dos pontos mais críticos com a obstrução da faixa sentido Caxias-Litoral pelo desmoronamento de rochas da encosta Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Seguem liberadas as duas pistas no sentido oposto, que estão sendo usadas uma para cada direção. O local está bem sinalizado com blocos de plástico refletivos, mas exige cuidado por ser junto ao Viaduto da Cascata e entre curvas.

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