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Saúde12/11/2019 | 08h27Atualizada em 12/11/2019 | 08h27

Vacina é a melhor maneira de prevenir meningite

Caxias do Sul registrou duas mortes em função da doença neste ano 

Vacina é a melhor maneira de prevenir meningite Antonio Valiente/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

Uma mãe de 26 anos procurou a reportagem para relatar que o filho, de sete anos, está internado desde o dia 12 de outubro no Hospital Geral (HG), em Caxias do Sul, para tratamento de meningite. Ele ficou na UTI pediátrica por 18 dias. A criança tem febre alta e sente dores. O município não divulga o número de casos suspeitos da doença, mas este ano já foram registradas duas mortes.  

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A Coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Caxias (SMS), Andréa Dal Bó, garante que não há surto de meningite na cidade e que a melhor maneira de prevenir é a vacina.

A mãe da criança internada no HG reclama da falta de neurologista no hospital, que só atende uma vez por semana no hospital.  O hospital informa que o paciente está recebendo todo o atendimento necessário, inclusive, de uma equipe multidisciplinar. Quanto ao neurologista, o HG confirma que o especialista só atende uma vez por semana, mas está à disposição da equipe para orientações.

A maratona da mãe para descobrir o que o menino tinha começou em 10 de outubro. Ela levou a criança na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Fátima. O médico que estava de plantão o mandou para casa,  assegurando que seria sinusite. Dois dias depois foi à UPA Zona Norte. Lá o menino foi diagnosticado com meningite e encaminhado ao HG.  Segundo a mãe, ele sente dores e fica agitado na maior parte do dia, o que a deixa aflita.

—A pediatra explicou que no atual quadro, é normal ter febre alta.

O menino continua internado. Na tarde de ontem, seu quadro era considerado estável.

Não há surto da doença em Caxias do Sul

Rumores sobre a doença estão deixando os pais apreensivos. A Secretaria da Saúde reforça que não há surto de meningite na cidade e tampouco novos casos que envolvam mortes em decorrência do vírus.

Os óbitos confirmados são de um bebê de dois meses, em setembro, e de um menino de 10 anos, em outubro. Segundo a secretaria, sempre há notificações de casos suspeitos, porém, todos passam por uma investigação para saber se procedem ou não. O município só divulga os casos diagnosticados com a doença.  

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Andréa Dal Bó reitera que não há um surto de meningite. Ela explica ainda que não há ligação entre os pacientes diagnosticados com a doença, e tampouco nos casos de morte.

— Foram casos isolados e que portanto não estão interligados.  O número de casos está dentro do esperado e não há surto da doença na cidade. A vacinação é a melhor maneira de prevenir a meningite.

A coordenadora da vigilância explica que os bebês têm que ser vacinados aos três, cinco meses e um ano. Também é importante o reforço dos 11 aos 14 anos para garantir imunização contra o meningocócica.  

—  O estoque está em dia. Não há falta de vacinas na rede pública e a vacinação integra o calendário de imunização nacional — ressalta a coordenadora.

Ainda de acordo com a coordenadora, a meningite pode atingir pessoas de qualquer idade, mas as crianças menores de cinco anos são o grupo de maior risco.

Dose na rede privada custa mais de R$ 500

As clínicas privadas também oferecem a vacina. Geralmente, há vacinas para o tipo B e uma conjugada para os tipos A,C,W e Y. Para fazer é preciso prescrição médica. O valor fica entre R$ 520 e R$ 550 cada dose.

No Círculo, é preciso apresentar a receita, cartão de vacinação e o cartão do SUS. Funcionários e conveniados pagam R$ 520, quem tem SSI desembolsa R$ 545 e particular R$ 550. 

Na Unimed, as vacinas estão disponíveis apenas para os conveniados. A imunização precisa ter sido receitada pelo médico e custa R$ 560 a dose.

No Alfa, também é necessário apresentar prescrição para a vacina tipo B. O custo é de R$ 550.

CASOS 
2017: 8 casos, 2 óbitos.
2018: 5 casos, nenhum óbito.
2019: 5 casos, 2 óbitos.

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