Risco de queda de uma pedra de grandes dimensões mantém a ERS-122, em Farroupilha, fechada - Geral - Pioneiro

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Trânsito15/11/2019 | 19h40Atualizada em 15/11/2019 | 19h40

Risco de queda de uma pedra de grandes dimensões mantém a ERS-122, em Farroupilha, fechada

Segundo o Daer, enquanto uma grande rocha no alto da encosta não for removida, não há condições de liberar tráfego 

Risco de queda de uma pedra de grandes dimensões mantém a ERS-122, em Farroupilha, fechada André Fiedler/Agencia RBS
Foto: André Fiedler / Agencia RBS

O risco da queda de uma pedra gigantesca do alto da encosta vai manter o km 43, da ERS-122, em Farroupilha, bloqueado por tempo indeterminado.

Em nota, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) informou no final da tarde desta sexta-feira (15) que, devido à instabilidade da encosta, o trecho permanecerá interditado durante o fim de semana.

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"A equipe técnica formada por engenheiros e um geólogo da autarquia avaliou que há risco de queda de uma rocha de grande dimensão do alto do talude (encosta). Enquanto esse material não for removido, não há condições de segurança para a liberação do tráfego no local."

A operação de retirada dessa rocha, no entanto, deverá ser realizada na parte superior da encosta, para que não haja riscos aos operários e evitar que a instabilidade do talude se agrave. O maquinário necessário para esse serviço estará disponível a partir da próxima segunda-feira, segundo o Daer.

Na manhã de sexta-feira, uma nova queda de pedras da encosta foi constatada pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM). Duas rochas de pequeno porte caíram sobre a pista de subida da Serra, em um ponto que teria circulação de veículos caso o trânsito estivesse liberado. Os policiais também identificaram que motoristas furaram o bloqueio de cones durante a madrugada. Por isso, fitas foram implantadas para reforçar a sinalização.

Na tarde de quinta-feira, o geólogo Abrelino Frizzo esteve no local a pedido do Pioneiro e também constatou  instabilidade na encosta. Segundo ele tem uma fissura horizontal na encosta ao lado do ponto em que aconteceu o primeiro desmoronamento. 

Ele informou, ainda, que  há possibilidade de que a rocha se desprenda e caia sobre a pista é alta, uma vez que há sinais infiltração de água por baixo da composição.

— Acredito ser necessário desmanchar essa rocha onde tem fissura, não adiantaria fazer uma obra parcial ou liberar a rodovia para trancar depois — opinou.

O também geólogo Sérgio Roberto Mattana chama a atenção para um problema ainda mais complexo. Na avaliação dele, as encostas da ERS-122 são um risco constante para motoristas e exigem a construção de barreiras de contenção, o que inclui sistemas de drenagem.

— As rochas são fraturadas, com o plano inclinado para a estrada. A água passa por dentro e um dia desestabiliza, como aconteceu. É urgente que se façam contenções.

O Daer garante que as condições do trecho estão sendo monitoradas diariamente, com apoio do Comando Rodoviário da Brigada Militar.

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