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Defesa Civil01/11/2019 | 14h46Atualizada em 01/11/2019 | 14h46

Cem famílias já se cadastraram para receber ajuda em Lagoa Vermelha após prejuízos com vendaval

Pelo menos 70 casas tiveram as telhas arrancadas com rajadas que atingiram até 130 km/h

Cem famílias já se cadastraram para receber ajuda em Lagoa Vermelha após prejuízos com vendaval Luciano Andrade / Divulgação/Divulgação
Telhas foram arrancadas com fortes rajadas de vento em Lagoa Vermelha entre 1h e 2h de quinta-feira (31) Foto: Luciano Andrade / Divulgação / Divulgação

A prefeitura de Lagoa Vermelha cadastrou, até a manhã desta sexta-feira (1º), cem famílias que procuraram ajuda do município após danos causados pelo temporal que atingiu a cidade na madrugada de quinta-feira, quando houve rajadas de vento que chegaram aos 130 km/h. O levantamento dos estragos ainda está em andamento. Pelo menos 70 casas tiveram o telhado arrancado.

Parte dos bairros de Lagoa Vermelha ainda estava, na manhã desta sexta, sem luz desde a madrugada de quinta-feira (31). Pela manhã, em nota, a RGE informou que havia 30 mil clientes sem energia na área de concessão da empresa, concentrados, principalmente, em cidades do Planalto Médio, Serra e Campos de Cima da Serra. Segundo a empresa, "a ausência de novos eventos climáticos severos nas próximas horas permitirá a redução deste número de maneira gradativa, assim como ocorreu nas últimas 24 horas".

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Em Lagoa Vermelha, conforme a Defesa Civil, havia escolas pela manhã em alguns bairros ainda com aulas suspensas por conta da falta de energia elétrica. Eventuais danos nas escolas estão sendo avaliados por técnicos do município.

Conforme o coordenador da Defesa Civil municipal, Admilson Ferreira da Silva, o trabalho de levantamento é prolongado porque o temporal atingiu a cidade como um todo, diferentemente do granizo de 17 de outubro, que ocorreu em uma parte dos bairros do município.

— Também temos que diferenciar os danos causados pelo granizo dos causados pelo vendaval para fundamentar um novo decreto de emergência — afirma.

O coordenador espera ter os dados de prejuízos na área urbana e rural do município até a segunda-feira (4) para que, a partir dos laudos, seja assinado um novo decreto de emergência. Com isso, o município espera novos recursos para atender as famílias que tiveram casas destelhadas. Algumas delas haviam recebido telhas novas após o granizo, que foram arrancadas com o vendaval.

Nesta sexta, equipes da assistência social estão conferindo a situação nas casas das famílias que solicitaram ajuda à prefeitura, e cadastrando eventualmente outros moradores que encontrarem com problemas nos bairros. Em casos registrados até a manhã desta sexta, três famílias seguiam desalojadas, mas o número pode ser maior.

Enquanto isso, a Defesa Civil está finalizando dados para encaminhar ao governo federal ainda sobre os danos causados pelo granizo de 17 de outubro. Na ocasião, 4,5 mil casas foram danificadas e os prejuízos totais no município ultrapassaram R$ 9 milhões; o decreto foi homologado pelo Estado em 23 de outubro e reconhecido pela União no dia 29.

— Estávamos justamente concluindo o envio de dados para a União, após o reconhecimento do decreto sobre o granizo, quando aconteceu o novo temporal — comenta Silva.

No momento, são necessárias doações de colchões, alimentos e cobertores. Os donativos podem ser entregues na Casa do Produtor Rural, ao lado do Ginásio Adolfo Stella, no centro. 

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