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Colisão no fim de semana22/10/2019 | 12h13Atualizada em 22/10/2019 | 12h13

Testemunha diz que Ka dirigido por adolescente cruzou sinal vermelho em acidente que matou mãe e filho em Caxias

Relato contradiz depoimento do jovem, que afirmou ter passado pelo cruzamento com sinal amarelo

Testemunha diz que Ka dirigido por adolescente cruzou sinal vermelho em acidente que matou mãe e filho em Caxias Nelci Neuri Piicinini/Acervo pessoal
Foto: Nelci Neuri Piicinini / Acervo pessoal

Uma testemunha do acidente que resultou na morte de mãe e filho em Caxias do Sul disse à Polícia Civil que o Ka dirigido por um adolescente cruzou o sinal vermelho antes de atingir o Gol onde estavam Fernanda Xavier Sosso, 33 anos, e Otavio Xavier Ceconi, dois. Na madrugada de domingo (20), o homem estava nas proximidades do cruzamento da Avenida França com a Rua Bortolo Zani, e presenciou a colisão.

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Conforme o delegado Caio Fernandes, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a testemunha circulava de carro pela Rua Bortolo Zani, no sentido bairro-centro​, e relatou que o sinal estava aberto para os veículos que trafegavam pela via. O Gol onde estavam Fernanda e Otávio também seguia pela Bortolo Zani, mas no sentido centro-bairro.

— Se o sinal estava verde para a testemunha, por consequência estava fechado para o Ka — conclui o delegado.

O relato contradiz o depoimento dado pelo próprio adolescente logo após o acidente. Aos policiais, ele disse que o sinal estava amarelo quando ele passou pelo cruzamento.

Os investigadores também já analisaram imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento das proximidades. Segundo Fernandes, os vídeos sugerem que o veículo conduzido pelo jovem, de fato, estava em alta velocidade. No entanto, somente a perícia poderá medir essa velocidade com base no que foi gravado.

— As imagens mostram que o Ka desenvolvia uma velocidade aparentemente desproporcional à via e também é possível perceber que não houve frenagem — conta o delegado.

Fernandes ainda pretende ouvir, nos próximos dias, outras pessoas ligadas ao acidente a fim de obter mais detalhes. Entre os pontos a serem esclarecidos, por exemplo, estão o tipo e a quantidade de bebida alcoólica ingerida pelo adolescente, já que a perícia constatou que ele dirigia embriagado. A polícia também não tem detalhes a respeito da origem e do destino do adolescente no momento da colisão ou se as vítimas do carro atingido utilizavam cinto de segurança ou cadeirinha, no caso da criança.

Entre as pessoas que ainda devem ser ouvidas, está Kauã Xavier Cassânego, 14, filho de Fernanda, que estava no carro com a mãe. Como ele teve alta do hospital nesta segunda-feira (21), o depoimento ainda deve ser marcado. No Gol, também estava Júlio Ceconi, 36 anos, marido de Fernanda e pai de Otávio. Ele segue internado em estado grave no hospital.

O condutor do Ka está internado provisoriamente ​no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) desde domingo (20) a pedido do Ministério Público (MP). No fim da tarde desta segunda, a 3ª Promotoria de Justiça Especializada, que ficará responsável pelo caso, recebeu oficialmente a representação encaminhada em regime de plantão no fim de semana. Conforme a promotoria, ainda na segunda, a defesa do adolescente entrou com o pedido de liberdade. Na manhã desta terça-feira (22), o MP se manifestou pela manutenção da internação. O pedido agora será analisado pelo Juizado da Infância e da Juventude de Caxias do Sul.

A reportagem procurou a família e a defesa do adolescente durante toda a segunda-feira. O advogado disse que eles não irão se manifestar no momento, mas que farão esclarecimentos ao longo do processo. O defensor disse ainda que prefere não se identificar "em razão do clamor popular que já condenou o menino".

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