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Danificado em acidente03/10/2019 | 17h52Atualizada em 03/10/2019 | 19h29

Saiba por que o Monumento à Itália, em Caxias, ficou com uma "cicatriz" após o restauro

"Bota", na Praça João Pessoa, foi reinaugurada na tarde desta quarta-feira (2)

Saiba por que o Monumento à Itália, em Caxias, ficou com uma "cicatriz" após o restauro André Tajes / agência RBS/agência RBS
"Bota", na Praça João Pessoa, foi reinaugurada na tarde desta quarta-feira (2) Foto: André Tajes / agência RBS / agência RBS

Reinaugurado na tarde da última quarta-feira (2), após dois anos de ter sido danificado, o Monumento à Itália apresenta as marcas do acidente que partiu a peça ao meio no dia 8 de junho de 2017. Quem circula pela Praça João Pessoa, em São Pelegrino, em Caxias do Sul, consegue perceber uma espécie de "remendo" no ponto onde as duas metades foram unidas.

A coordenadora da Divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria da Cultura, Heloíse Salvador, explica que a marca foi mantida de forma intencional, como registro dos danos sofridos pelo monumento. Uma placa também deve ser adicionada nos próximos dias informando que a peça foi restaurada.

— O acidente faz parte da história do monumento. Queríamos que ficasse mais marcado, mas assim ficou bom. Não nós tentamos disfarçar que o restauro não aconteceu, é de propósito. Marcar o restauro é, inclusive, uma recomendação internacional de arte — afirma.

Sobre os comentários do "remendo", André Gnatta, o artista responsável pela restauração que se iniciou em fevereiro, prefere não se manifestar por enquanto. Ele garante que a obra não está pronta:

— Sei o que estão falando por aí, mas a obra está inacabada. É isso o que tenho para dizer por enquanto.

Heloíse, no entanto, afirma que a peça está pronta, mas o entorno do monumento ainda receberá modificações: 

— Ainda falta a parte da jardinagem, do paisagismo ao redor. O local deve receber um canteiro de flores logo.

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O historiador Juventino Dal Bó questiona a restauração:

— Existem técnicas para restauração de pedra, tem uma japonesa, outra europeia. O que foi feito não condiz com o que o monumento merecia. Quando se coloca aquele caixão embaixo, altera o monumento e para pior. E por que demorar dois anos para devolver a peça no lugar?

Para unir as duas partes, o artista plástico realizou perfurações com água para a fixação de hastes metálicas. O posicionamento do monumento seguiu os padrões que havia antes do acidente. Agora, porém, a base, que antes tinha 20 centímetros de altura, passou a ter 60 centímetros. O objetivo é justamente evitar que um eventual acidente no futuro cause novos danos. Cada lado da base conta com uma placa de bronze, que também passaram por restauro. A primeira destaca a visita do presidente da Itália, Giovanni Gronchi, em 13 de setembro de 1958, enquanto a outra lembra dois caxienses voluntários do Real Exército Italiano.

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