"Pode ser um psicopata", diz delegado sobre homem que matou mulher e tentou atacar outra em Caxias - Geral - Pioneiro

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Assassinato18/10/2019 | 20h37Atualizada em 20/10/2019 | 16h56

"Pode ser um psicopata", diz delegado sobre homem que matou mulher e tentou atacar outra em Caxias

Corpo de Nayara Mello foi encontrado em residência na Rua Vinte de Setembro

"Pode ser um psicopata", diz delegado sobre homem que matou mulher e tentou atacar outra em Caxias Rosane Neitzke/divulgação
Foto: Rosane Neitzke / divulgação
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A polícia tenta descobrir a identidade de um homem apontado como autor do assassinato de Nayara Medeiros de Mello, 20 anos, em Caxias do Sul. O corpo dela foi achado no quarto de uma moradia na Rua Vinte de Setembro, no Centro, por volta das 18h desta sexta-feira (18). A causa da morte ainda não está esclarecida, mas ela pode ter sido estrangulada.

Conforme o delegado plantonista Ives Trindade, Nayara morava em Santa Maria e chegou nesta sexta-feira a Caxias do Sul, onde se hospedou na moradia com outras três jovens na Vinte de Setembro, a duas quadras da rodoviária. 

Segundo Ives, o homem chegou na casa por volta das 17h e pediu para falar com Nayara. Em seguida, os dois foram para um quarto. Cerca de uma hora mais tarde, o homem saiu do cômodo e pediu a uma outra jovem onde era o banheiro. Nesse momento, ele sacou uma faca e rendeu essa garota. Dali, arrastou a jovem até o quarto onde estava o corpo de Nayara. O agressor e a garota lutaram e as outras testemunhas saíram para a rua para pedir por socorro. Na confusão, o homem pegou a faca e fugiu. Testemunhas ouvidas pela reportagem disseram que um homem de boné foi visto saindo correndo da moradia.

— Quando fui ao local do crime, pensei que pudesse ser um crime passional (feminicídio), mas pelo relato inicial, a vítima não conhecia o agressor já que havia chegado em Caxias hoje. Não sabemos o que ele pretendia fazer com essa segunda jovem. Pelas circunstâncias, pode ser um psicopata — diz Trindade.

As outras mulheres que estavam na casa disseram que não ouviram gritos ou pedidos de socorro de Nayara. Como não há sinais visíveis de ferimentos e não foram achados objetos que possam ter sido usados no assassinato, uma possibilidade é de que o homem sufocou a vítima com as próprias mãos. O corpo de Nayara não havia sido submetido ao exame de necropsia até as 20h30min de sexta-feira.

Um homem, que reside na parte inferior da casa, contou à reportagem que ouviu gritos. Ele não soube dizer se eram de Nayara ou das outras mulheres.

— Eu havia tomado café da manhã com ela. Tinha chegado hoje na cidade; Quando saí para fora, só vi uma das mulheres e soube que tinha acontecido algo  — conta o homem. 

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