Idosa cai em golpe do bilhete, fica 8h fora de casa e família registra desaparecimento em Caxias - Geral - Pioneiro

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Estelionato01/10/2019 | 09h33Atualizada em 01/10/2019 | 09h33

Idosa cai em golpe do bilhete, fica 8h fora de casa e família registra desaparecimento em Caxias

Ela perdeu R$ 13,5 mil

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Um mulher de 75 anos foi vítima de estelionato e perdeu R$ 13,5 mil no golpe do bilhete premiado nesta segunda-feira (30), em Caxias do Sul. A idosa teria ficado fora de casa por 8h, o que fez com que familiares registrassem boletim de ocorrência de desaparecimento.

Segundo o registro policial, a mulher estava em uma rua no bairro Desvio Rizzo, por volta das 9h, quando um homem a abordou e disse ter um bilhete premiado, e que valeria R$ 100 mil. Conforme o relato da idosa, outro homem, que dizia ser médico, apareceu e começou a conversar com os dois. O suposto médico, então, para ajudar a senhora a ganhar o bilhete, deu R$ 40 mil ao outro criminoso. O homem que a abordou com o bilhete disse que a senhora também deveria entregar um valor em troca da premiação. A vítima deslocou-se até duas agências bancárias e sacou R$ 13,5 mil. Ela entregou a quantia aos estelionatários com a ilusão de que receberia os R$ 100 mil. 

Seguindo a orientação dos homens, ela foi até um bar na Rua Rio Branco para esperar pelo dinheiro. Ela ficou no local até as 17h. Conforme a idosa, um dos homens era baixo, gordo e aparentava ter 50 anos; já o que dizia ser médico era alto, forte, moreno claro e tinha cerca de 40 anos. Eles estavam em um veículo prata.

 CONFIRA COMO FUNCIONA O GOLPE DO BILHETE PREMIADO:

 1. O primeiro a aparecer é o "coitado", que é uma pessoa malvestida, de fala simples e que se diz do interior. Na Serra, é mais comum a figura do colono. É ele quem escolhe o alvo (a preferência é por pessoas idosas caminhando distraidamente) e o aborda, pois está procurando por algo, seja um endereço ou uma pessoa, e precisa de ajuda. A missão do coitado é despertar o sentimento de pena na vítima.

 2. Apenas após conquistar a simpatia da vítima, o "coitado"conta sobre o bilhete premiado. É neste momento que o segundo "ator" aparece. Ele é uma "pessoa de bem", que está bem vestida (geralmente de terno), tem boa fala e se apresenta como um advogado ou outra profissão de respeito. Ele oferece ajuda para o "coitado", que demonstra gratidão e oferece uma recompensa a estas duas pessoas que estão prestando o auxílio.

 3. Existem várias desculpas inventadas pelos golpistas, mas a mais comum é que o "coitado"não tem documentos para retirar o prêmio e, por isso, precisa de ajuda para fazer o saque. A "pessoa de bem" intervém e sugere uma prova de confiança. Os três entram no carro da "pessoa de bem"— um veículo grande e bonito — e ele busca uma maleta com muito dinheiro — que é falso.

 4. Na sequência, é a vez da vítima provar que é confiável e, para isso, os golpistas a levam até em casa ou no banco para buscar suas economias. Os estelionatários, inclusive, recomendam para a vítima dizer no caixa do banco que quer tirar o dinheiro para uma reforma ou comprar remédios. Os criminosos não entram no banco, afinal este tem câmeras.

 5. Após terem certeza que a vítima não tem mais dinheiro para oferecer, o que pode levar horas de "convivência", o "coitado" começa a passar mal. A intenção é que a vítima desça do carro e deixe o dinheiro. Para isso, os golpistas sugerem a compra de uma água, comida ou remédio.

 6. Quando a vítima retorna, os golpistas já fugiram. Muitos demoram para entender que foram vítimas de golpes. Por vergonha, diversos golpes não são denunciados à polícia, o que dificulta a identificação e prisão dos estelionatários.  

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