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Química que transforma 30/10/2019 | 09h14Atualizada em 30/10/2019 | 09h15

Conheça os alunos que criaram brinquedos e pontos de alimentação para cães em Caxias

Estudantes do Ensino Médio da José Generosi, de Forqueta, desenvolveram ações em sala de aula 

Conheça os alunos que criaram brinquedos e pontos de alimentação para cães em Caxias Lucas Amorelli/Agencia RBS
Conheça os alunos que criaram brinquedos e pontos de alimentação para cães em Caxias Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Aprender sobre polímeros pode ser assustador para a maioria dos estudantes do Ensino Médio. A palavra está na lista de conteúdos da disciplina de Química. O termo polímero, formado a partir da junção das palavras gregas poli, que significa “muitas”, e mero, que quer dizer “partes”, apresenta o agrupamento de diversas moléculas. 

Os alunos da Escola Estadual de Ensino Médio José Generosi, no bairro Forqueta, em Caxias, tiveram uma experiência diferente para aprender sem medo. A iniciativa partiu da professora de Química Katiuscia Hemann, que estimulou os estudantes a tirarem as propostas da sala de aula:

– A ideia foi para que eles desenvolvessem projetos com materiais compostos por polímeros, mas que esses trabalhos não fossem elaborados pensando apenas na nota, e sim no aprendizado. O desafio era tirar a proposta do papel e não deixar o projeto morrer. Queria que eles criassem objetos que pudessem ser usados fora da sala de aula – explica. 

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Depois de lançar o desafio, a professora acompanhou o progresso dos 33 alunos do 3º ano dos turnos da manhã e da noite. A cada trabalho uma surpresa.

– Eles recolheram garrafas PET, garrafas de leite, tampinhas, sacolas e canos de PVC e transformaram em brinquedos para doar para crianças, fizeram teatro de marionete, transformaram espaço e construíram comedouros e bebedouros para animais de rua – conta. 

CONHEÇA OS ALUNOS POR TRÁS DO PROJETO 

TEATRO DE FANTOCHES 

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 25/10/2019Alunos desenvolveram materiais com materiais recicláveis.Guinter Barros, 19 anosDébora Pereira Machado, 19 anosAmanda Paim da Silva, 18 anosGabriel Callegari Lazzari, 18 anos(Lucas Amorelli/Agência RBS)
Sacolas plásticas dão vida aos personagens Ari, Natali, Eny e Saimon, no teatro de fantoches Águas PerigosasFoto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Sacolas plásticas dão vida aos personagens Ari, Natali, Eny e Saimon, no teatro de fantoches Águas Perigosas. Os criadores dos bonecos e do enredo teatral são os alunos Guinter Barros, 19, Débora Pereira Machado, 19, Amanda Paim da Silva, 18, e Gabriel Callegari Lazzari, 18. 

– Estava deitado na cama e tive a ideia de criar marionetes com sacolas plásticas. Bolamos um teatro chamado Águas Perigosas. A história narra o susto de uma turma de amigos quando um deles, o Saimon, se perde em meio a um coral porque a água do mar está poluída – conta Guinter.

CANTO DA LEITURA 

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 25/10/2019Alunos desenvolveram materiais com materiais recicláveis.Júlia Martini, 17 anosAna Carolina Hocjscheid Issoppo, 17 anosBruna Andrade, 17 anos (Lucas Amorelli/Agência RBS)
Duzentos copos descartáveis transformaram um cantinho da biblioteca da escola em um espaço mais aconcheganteFoto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Duzentos copos descartáveis transformaram um cantinho da biblioteca da escola em um espaço mais aconchegante. Os copos foram usados durante a comemoração do Dia do Professor e reaproveitados para criar o Canto da Leitura.  As alunas Júlia Martini, 17, Ana Carolina Issoppo, 17, e Bruna Andrade, 17, foram as responsáveis pela transformação.

– Reutilizamos os copos para decorar uma parte da escola. Eles se moldam sozinhos, o que torna o processo bem fácil – conta Júlia. 

Sorrindo, ela demonstra orgulho com a criação:

– É um projeto simples e barato, que usa recicláveis para transformar um ambiente.

PAPEL QUE IA PARA O LIXO É RECICLADO  

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 25/10/2019Alunos desenvolveram materiais com materiais recicláveis.Raíssa Gomes, 15 anosGiulia Hemann, 15 anosAna Luísa Pellicioli, 16 anos Pâmela Bento, 15 anos(Lucas Amorelli/Agência RBS)
Denominadas de Quarteto Fantástico, alunas reutilizaram papel que iria para o lixoFoto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Denominadas de Quarteto Fantástico, as alunas Raíssa Gomes, 15, Giulia Hemann, 15, Ana Luísa Pellicioli, 16, e Pâmela Bento, 15, reutilizaram papel que iria para o lixo. 

– Reciclamos papel e adicionamos sementes. A ideia é agredir menos o meio ambiente e reutilizar o que iria para a lixeira – explica Raíssa. 

Ela conta ainda que pretendem estimular o uso do material reciclável na escola. 

– Vamos incentivar os professores e alunos a usar o papel reciclado com a produção de blocos de rascunho, agendas e até mesmo folha para provas.

CANOS DE PVC PARA ALIMENTAR ANIMAIS ABANDONADOS 

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 25/10/2019Alunos desenvolveram materiais com materiais recicláveis.Anderson dos Santos, 19 anosJéssica Barbosa da Silva, 17 anos (Lucas Amorelli/Agência RBS)
Turma do noturno quis ajudar os animais de rua Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A turma do noturno, representada pelos alunos Anderson Guedes do Santos, 19, e Jéssica Barbosa da Silva, 17, pensou em ajudar animais abandonados. Com canos de PVC, doados pela comunidade, eles criaram um comedouro e um bebedouro:

– Tem muitos bichos abandonados no bairro e pensamos em uma maneira de ajudar – destaca Jéssica. 

Anderson acrescenta que querem chamar a atenção dos moradores e comerciantes: 

– Já combinamos com a proprietária de uma loja para instalar na frente do pet. Ela sempre deixa potes de ração e água lá, e também já acolheu animais e doou para tirá-los da rua. Queremos incentivar a instalar os recipientes em outros pontos do bairro. 

BRINQUEDOS COM GARRAFAS PET 

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 25/10/2019Alunos desenvolveram materiais com materiais recicláveis.(Lucas Amorelli/Agência RBS)
Tampinhas, garrafas e potes foram transformados em brinquedos Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Tampinhas, garrafas e potes foram transformados em brinquedos. Larissa Bampi, 18, não esconde o orgulho ao contar que a turma pretende doar os objetos para os alunos mais novos ou para uma instituição que atenda crianças que vivem em vulnerabilidade social. 

– Produzir materiais com o que iria para lixo em objetos que vão trazer alegria a crianças nos faz bem. É o aprendizado saindo da sala de aula para transformar vidas – afirma a estudante. 

MOSTRA DE CIÊNCIAS

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 25/10/2019Alunos desenvolveram materiais com materiais recicláveis.Álvaro Cappeletti, 17 anosDaniel Júnior, 17 anosBianca Silveira, 17 anos (Lucas Amorelli/Agência RBS)
Alunos adaptaram uma bicicleta e colocaram um liquidificador em um dos pneus para economizar energia ao picar papelFoto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Álvaro Cappeletti, 17, Daniel Júnior, 17, e Bianca Silveira, 17, adaptaram uma bicicleta e colocaram um liquidificador em um dos pneus para economizar energia ao picar papel. O projeto foi lançado para participar da Mostra de Ciências da escola. 

– O liquidificador fica no pneu e quando alguém pedala pode triturar o papel e ainda fazer sucos e vitaminas, sem usar energia elétrica. A proposta é cuidar do meio ambiente e também estimular os alunos a fazer exercícios e deixar de lado o sedentarismo.

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