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Prevenção07/10/2019 | 14h02Atualizada em 07/10/2019 | 14h02

Apenas 61% dos caxienses estão vacinados contra o sarampo

Campanha começou nesta segunda-feira (7) com foco nas crianças

Apenas 61% dos caxienses estão vacinados contra o sarampo Luís C. Kriewall Filho/Especial
Foto: Luís C. Kriewall Filho / Especial

Apenas 61% da população de Caxias do Sul está vacinada contra o sarampo, conforme dados da Secretaria Municipal da Saúde. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é atingir 95%.

Para reduzir a defasagem em meio a um surto da doença no Brasil e em outros lugares do mundo, a campanha de vacinação começou em todo o país nesta segunda-feira (7). O foco inicial, até 25 de outubro, são as crianças pequenas. A vacina em questão é a tríplice viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola, além do sarampo. A faixa etária da população alvo, nesta fase ​da campanha, vai dos seis meses aos cinco anos incompletos.

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A novidade em relação ao calendário normal de vacinação contra o sarampo é que são imunizadas também as crianças na faixa etária entre os seis meses e um ano de idade. No calendário normal, as crianças devem receber duas doses, uma quando completam um ano de idade e o reforço quando completam um ano e três meses de idade.

Desta vez, as crianças entre seis meses e um ano devem receber a chamada "dose zero" para uma proteção extra. Depois disso, deverão, mesmo assim, fazer a dose normal de um ano de idade e o reforço com um ano e três meses.

— A "dose zero" foi uma medida do Governo Federal porque ficou constatado que a maioria dos casos de sarampo em crianças nesta faixa etária foram graves — comenta a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Caxias do Sul, Andréa Dal Bó.

Em Caxias do Sul, a Vigilância pede que, se possível, a população se dirija aos postos de saúde nas quartas-feiras. Isso porque o Ministério da Saúde enviou uma parte das vacinas em frascos com dez aplicações, em vez de apenas uma por frasco. Como o conteúdo dura poucas horas uma vez que é aberto, a ideia é concentrar a população que tiver disponibilidade às quartas para evitar a perda de doses não utilizadas quando esses frascos forem abertos.

Embora a Serra Gaúcha não tenha nenhum caso confirmado da doença, a precaução é necessária porque o vírus pode chegar por meio de pessoas que vêm ou voltam de viagem a outras regiões. No Rio Grande do Sul, foram registrados 13 casos neste ano, de acordo com o último boletim da Secretaria Estadual da Saúde, divulgado na sexta-feira (4). Todos os registros confirmados foram na Região Metropolitana de Porto Alegre, sendo dois em Cachoeirinha, dois em Gravataí, oito em Porto Alegre e um em Dois Irmãos, que é o município mais próximo da Serra com caso confirmado.

Para as crianças que estão com atraso na vacina, serão aplicadas as duas doses. Para aquelas que receberam a primeira dose e, por qualquer motivo, não receberam o reforço, apenas esta segunda será aplicada.

Em Bento Gonçalves, não aplicam as doses a Unidade de Pronto Atendimento 24h e os postos de saúde Maria Goretti e Cohab, que não têm sala de vacinas preparada. Os demais postos de saúde fazem a imunização normalmente.

O enfermeiro do setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Bento, José da Rosa, explica que não há uma estimativa prévia de quantas crianças estão com as vacinas atrasadas no município. Segundo ele, é justamente com a campanha que será possível chegar a esse percentual. Rosa comenta que dados do último ano em Bento mostram que 95,8% das crianças fizeram a vacina contra o sarampo dentro do calendário previsto, atingindo a meta de 95%.

O profissional ressalta que, mesmo que a campanha agora seja contra o sarampo, todas as vacinas serão analisadas.

— Vamos aproveitar para revisar se todo o esquema vacinal da criança está em dia — comenta.

O enfermeiro explica ainda que a pessoa que tomou duas doses, mesmo quando criança, é considerada imunizada para a toda a vida, como prevê o Ministério da Saúde. Em novembro, a campanha será voltada a adultos na faixa etária dos 20 aos 29 anos. Ainda conforme Rosa, adultos que nunca foram vacinados recebem as duas doses até os 49 anos; depois disso, é aplicada apenas uma dose. 

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