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Saúde14/09/2019 | 15h11Atualizada em 15/09/2019 | 13h15

Mulher que perdeu parte do couro cabeludo reclama de atendimento em hospital de Caxias

Pompéia diz que paciente não corre risco e, após medicação, poderia aguardar consulta em casa

Mulher que perdeu parte do couro cabeludo reclama de atendimento em hospital de Caxias Lucas Amorelli/Agencia RBS
Vítima relata que situação piorou nas últimas 24 horas e pede internação Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS
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Uma mulher de 34 anos que perdeu parte do couro cabeludo em um acidente reclama do atendimento recebido em uma instituição de saúde de Caxias do Sul. O Hospital Pompéia, onde a paciente foi atendida, disse que, após receber a medicação, ela poderia aguardar em casa até segunda-feira, quando seria marcada uma consulta e, posterior, cirurgia plástica.

O marido de Magda Salinas, Ricardo Miranda, 32 anos, contou à reportagem que a esposa levou o carro a uma mecânica na última quinta-feira à tardinha. Quando o carro estava sendo erguido na plataforma, o cabelo dela prendeu no equipamento, arrancando parte do couro cabeludo.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e levou Magda até a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Zona Norte. Diante da avaliação médica do quadro que indicava que ela deveria ser transferida a um hospital, a informação repassada à família foi de que não havia leitos disponíveis. A vítima permaneceu no local até por volta das 18h de sexta-feira, quando foi encaminhada para o Hospital Pompéia.

No hospital, segundo Miranda, a paciente foi medicada e liberada para ir para casa. A orientação da instituição era para que ela retornasse na segunda-feira para marcar uma consulta que a encaminharia para uma cirurgia plástica. Ainda conforme o marido, a mulher sentiu muitas dores de noite e, na manhã deste sábado, voltou ao hospital na tentativa de conseguir uma internação. Porém, o hospital teria dito que não poderia ficar com a paciente. Uma nova medicação foi ofertada, mas diante da negativa de internação, Magda se negou a recebê-la.

– A gente depende do sistema de saúde do Brasil (SUS). Ficamos com medo, fim de semana, em casa, para trocar curativo, sem assistência – disse Miranda.

O Hospital  Pompéia declarou que a paciente não corre risco e, por isso, ela foi orientada a aguardar em casa, após ser medicada, até a segunda-feira, quando será agendada consulta para posterior procedimento cirúrgico com especialista. O hospital informou ainda que, neste sábado, ela recusou a medicação e deixou o local por vontade própria.

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