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Depende de novas obras30/08/2019 | 12h40Atualizada em 30/08/2019 | 12h40

Três meses após queda de encosta, pedras seguem na pista na Rota do Sol, em Itati

Daer diz que rochas foram mantidas no local por questões de segurança, em caso de novo desmoronamento

Três meses após queda de encosta, pedras seguem na pista na Rota do Sol, em Itati Arquivo pessoal/Divulgação
Desmoronamento ocorreu no dia 2 de junho Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Três meses após o desmoronamento que deixou a Rota do Sol interrompida por três dias em Itati, as pedras que rolaram da encosta continuam sobre a pista. A restrição fica no km 4 da ERS-486, no início da descida da Serra.  As rochas ocupam a estrada de sentido Serra-Litoral e o fluxo é desviado por uma das duas faixas de subida, que estão livres.

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O desmoronamento ocorreu no dia 2 de junho, durante um período chuvoso, que deixou o terreno encharcado. Pedras já haviam caído sobre a rodovia após redes de contenção fixadas na encosta se romperem no dia 22 de maio, pelo mesmo motivo. De acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), a permanência das rochas na pista ocorre por questões de segurança devido ao risco de novos deslizamentos. Em nota, o órgão afirma que o material atua como um "colchão de amortecimento".

Na época do desmoronamento, a superintendente regional do Daer em Osório, engenheira Daiani Trisch, disse que rompimento da contenção aconteceu porque a força exercida pelas pedras foi maior do que estrutura havia sido projetada para suportar. Situações assim ocorrem porque, normalmente, os projetos são elaborados com base no comportamento mais comuns do terreno, mas situações inesperadas sempre podem aparecer.

— O projeto prevê "x" (de força para suportar), mas a natureza pode oferecer "2x", "4x" — explica Daiani.

A retirada das pedras depende da construção de uma nova contenção na encosta, mas o departamento não dá prazo para a obra. O projeto ainda está em elaboração e, nesta semana, a superintendência em Osório recebeu o resultado do levantamento topográfico, uma das etapas necessárias.

Enquanto isso, o desvio e a existência das pedras no trecho são sinalizados por cones. Apesar disso, há quem relate dificuldades de trafegar à noite, já que a visibilidade fica prejudicada. O empresário Wilson Luiz Tedesco, 55 anos, passa a cada 15 dias pelo ponto e diz não ter se acidentado por pouco.

— Tem cone, mas só onde tem as pedras. Tinha que ser mais longe. Geralmente vou e volto da praia à noite. Eu quase coloquei a caminhonete em cima das pedras — conta.

O comércio, que chegou a ter prejuízos durante o bloqueio da rodovia, necessário por questões de segurança até a estabilização do terreno, não tem impacto com a restrição parcial. O temor, no entanto, é que a rodovia volte a ser bloqueada caso haja grande volume de chuva.

Segundo a proprietária de um estabelecimento comercial das proximidades, que prefere não se identificar, engenheiros do Daer têm comparecido no local com frequência para analisar o terreno. A presença ocorre principalmente quando há previsão de chuva.

— Eles falaram para a gente que se chover 35 milímetros, eles vão bloquear. Graças a Deus, não choveu — comemora.

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