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Ensino15/08/2019 | 17h12Atualizada em 15/08/2019 | 17h12

Sindiserv é contra militares nas escolas de Caxias

Sindicato, que representa servidores municipais, emitiu nota falando sobre o projeto Escola Cívico-Militar  

Sindiserv é contra militares nas escolas de Caxias Antonio Valiente/Agencia RBS
Escola Tancredo Neves, no bairro Santa Fé, foi uma das sete consultadas pela prefeitura para receber o projeto Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

O Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindiserv) emitiu nota na tarde desta quinta-feira manifestando contrariedade à implantação em Caxias do projeto que prevê militares da reserva atuando como monitores nas escolas municipais. O Pioneiro publicou reportagem sobre o assunto na edição de ontem.

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A presidente da entidade, Silvana Pirolli, disse que desde a efetivação da rede municipal em Caxias, na década de 1980, os diferentes governos aprimoraram métodos e apresentaram projetos no sentido de melhorar os índices, garantir a aprendizagem e implantar processos mais plurais.

– Essa proposta, para nós não cabe nesse sentido. Além disso, os recursos têm de ser utilizados para atender as necessidades que as escolas têm, melhorar as condições físicas para atender bem aos nossos alunos. Os professores são altamente capacitados. É tudo perfeito? Não, Mas é uma caminhada – argumenta Silvana.

Na nota, o Sindiserv se diz contra o que considera um "processo de militarização das escolas municipais, pois entende que fere os princípios constitucionais de escola pública, gratuita, democrática, com igualdade de condições de acesso e permanência, pautada no pluralismo de ideias e concepções pedagógicas."

O texto diz ainda que a imposição aos professores e estudantes concepções, normas e valores da instituição militar, compromete o processo formativo plural. E que as escolas devem estar pautadas em uma cultura de paz, que favoreça o diálogo e a compreensão do meio no qual a criança vive e se relaciona.

O Sindiserv esclarece, ainda, na nota, que não é contra a Brigada Militar, mas que a atribuição dos policiais está principalmente no combate ao crime e a atuação como força auxiliar aos demais órgãos de segurança, conforme prevê a Constituição.

Por fim, o sindicato refere que a proposta onera os cofres públicos, que o valor poderia ser aplicado em melhorias estruturais e capacitação dos professores e defende a escola pública, gratuita, de qualidade e de gestão dos docentes e profissionais formados e capacitados para esta função.

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