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Liminar14/08/2019 | 06h00Atualizada em 14/08/2019 | 06h10

PPCI do Instituto Cristóvão de Mendoza, em Caxias, está aprovado, mas falta verba 

Projeto foi doado por ex-aluno da escola

PPCI do Instituto Cristóvão de Mendoza, em Caxias, está aprovado, mas falta verba  Antonio Valiente/Agencia RBS
Maior auditório de Caxias do Sul está interditado desde 2013 Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

Interditado há seis anos, o auditório do Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza obteve o certificado de aprovação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI). O cumprimento desta etapa representa o avanço no projeto de liberação do uso do maior auditório de Caxias do Sul, com 1.016 lugares. No entanto, a desinterdição não está garantida. O colégio, um dos principais da cidade, precisa de recursos para a obra, algo que o Estado ainda não tem garantido.

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O orçamento é de cerca de R$ 200 mil e foi entregue por representantes da escola à Secretaria de Educação do Estado no final do mês passado. Conforme o chefe da Seção de Segurança Contra Incêndio do 5º Batalhão de Bombeiro Militar, major Lucio Junes Lemes da Silva, a desinterdição depende de cumprimento de determinadas exigências. Entre elas, laudo elétrico conclusivo sobre a situação das instalações com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do engenheiro, laudo de controle de material de acabamento e revestimento de paredes, piso e forro, além de emissão do alvará de PPCI. 

— A desinterdição somente irá ocorrer após a vistoria do Corpo de Bombeiros Militar — destaca. 

Conforme o auto de interdição de 2013, faltavam equipamentos básicos de segurança, como extintores de incêndio,  barras antipânico nas portas, sinalização e iluminação de emergência. Outros apontamentos foram problemas na rede elétrica e a falta de treinamento de pessoas para utilizar os sistemas de prevenção. O auditório do Cristóvão tem paredes revestidas com carpete, um dos motivos apontados para risco de incêndio. As cadeiras são de madeira e o piso, de parquet. 

De acordo com o vice-presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM), Álvaro Kerwald, o PPCI aprovado nos bombeiros foi doado por um engenheiro, que é ex-aluno da escola. Kerwald explica que o projeto prevê, por exemplo, aplicação de produto retardator de chamas no carpete e nas cadeiras, nova instalação elétrica, portas antipânico, alarme de incêndio, um hidrante e uma caixa d'água de 15 mil litros. 

A diretora da escola, Roseli Bergozza, aguarda posicionamento do Estado sobre o investimento. Segundo ela, havia a promessa de arcar com as despesas até os R$ 150 mil, mas o orçamento ficou um pouco acima deste valor. 

— O auditório faz uma falta enorme para apresentações, palestras. Quando eu quero juntar as estudantes do curso Normal, não tem um lugar em que todas caibam. Tem também a mostra de talentos, grupo de teatro, pessoal da dança (que demandariam o espaço) — comenta. 

Para a diretora, o auditório também poderia servir como uma fonte de lucro para a escola, dentro das normas legais, com a locação do espaço para a iniciativa privada. 

Contraponto

Segundo a Secretaria Estadual de Obras e Habitação, o auditório está incluído no projeto de obra emergencial, que ainda está sendo elaborado e pode levar mais de um ano para ficar pronto antes de ser encaminhado para licitação. 

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