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Barro e umidade02/08/2019 | 11h54Atualizada em 02/08/2019 | 11h58

Pais reclamam de más condições em novo endereço da Escola Arlinda Manfro, em Caxias

Após interdição do prédio original, aulas ocorrem em centro de eventos em Galópolis

Pais reclamam de más condições em novo endereço da Escola Arlinda Manfro, em Caxias André Fiedler/Agência RBS
Temor dos pais é que estudantes acessem áreas com umidade e risco de queda Foto: André Fiedler / Agência RBS

Pais de estudantes da escola Escola Municipal Professora Arlinda Lauer Manfro, em São João da 4º Légua, no interior de Galópolis, em Caxias do Sul, reclamam das condições do novo espaço destinado à instituição. Desde a última terça-feira (30), quando as férias de inverno terminaram, as aulas ocorrem em um centro de eventos da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, ao lado de um campo de futebol, em Galópolis. A mudança ocorreu após a interdição do prédio da escola, que apresenta problemas no piso de uma das salas. Do dia 5 de junho até o dia 15 de julho, as aulas ocorreram em uma capela mortuária, ao lado da Igreja de São João da 4º Légua.

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A principal preocupação dos pais é com o risco das crianças acessarem área insalubres ou com risco de queda. Na manhã desta sexta-feira (2), a reportagem visitou a área externa da escola ao lado da presidente do Círculo de Pais e Mestres, Marina Silvana Menzomo Strapasson, 39 anos. Com a manhã chuvosa, era possível visualizar poças de água em um pequeno pátio na área externa. No espaço também havia barro, devido à pouca quantidade de grama, e pedaços de tronco de árvore empilhados em um canto.

Já no caminho percorrido pelas crianças para chegar até as salas de aula, foram instaladas redes junto aos corrimões e parapeitos para evitar quedas. O corredor fica próximo a um barranco, que termina junto ao campo de futebol. Parte das redes, porém, são de tecido e presas por ganchos, por isso podem ser facilmente removidas.

— Como garantir que uma criança não vai tirar?— questiona Marina, que não tem enviado os filhos de seis e oito anos para a escola.

Preocupação ainda maior dos pais está em um parapeito de madeira. A estrutura não recebeu as telas e a parte inferior conta com vãos que permitem facilmente a passagem de uma criança.

Embora não tenha nenhuma utilização prevista, a situação na parte de trás do prédio também é alvo de reclamação dos pais. Os corredores apresentam umidade, barro e até uma vertente descendo de uma encosta. Em outro ponto, uma pedra de grande porte está escorada no prédio. O temor é que as crianças possam acessar essas áreas.

Pais reclamam de más condições em novo endereço da escola Arlinda Manfro, em Caxias
Tela pode ser facilmente removidaFoto: André Fiedler / Agência RBS

— Como eles não tem muito espaço físico para brincar, eles vão acabar acessando esses lugares. Eles estão tendo recreio dentro da sala de aula. E olha que teve sol — reclama a mãe.

Nesta quinta-feira (1), a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul aprovou, por unanimidade, um pedido de informações à Secretaria Municipal da Educação (Smed) sobre a transferência dos 62 estudantes. O município terá 30 dias para encaminhar a resposta. Nesta sexta, a Comissão de Educação do Legislativo deve vistoriar o novo espaço.

Uma decisão da Justiça, da última sexta-feira (26), autorizou que as aulas ocorressem no centro de eventos, mas cobrou que o município apresente projeto de reforma do prédio original. A Smed diz que fará um novo projeto a partir de janeiro de 2020.  Sobre as reclamações de riscos aos alunos, a pasta disse que o espaço está "adequado para as atividades escolares, dentro dos padrões de segurança" e que "os ajustes nos parapeitos e cercas já foram realizados". O comunicado diz ainda que há isolamento térmico e que "foi feita a impermeabilização da parede que apresentava umidade e o parquinho será instalado assim que as condições climáticas permitirem. Também vale destacar que, durante todo o tempo que os estudantes estiverem ocupando a área externa, eles terão acompanhamento de responsáveis".

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