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Trânsito 10/08/2019 | 09h45Atualizada em 10/08/2019 | 09h45

Moradores do Cristo Redentor pedem desbloqueio de rua para ingressar na BR-116 em Caxias 

Rua Primo Antonio Bertoletti está bloqueada desde setembro de 2018 

Moradores do Cristo Redentor pedem desbloqueio de rua para ingressar na BR-116 em Caxias  Antonio Valiente/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

Moradores da Vila Ipiranga, no bairro Cristo Redentor, em Caxias do Sul, reclamam do bloqueio da Rua Primo Antonio Bertoletti, que fica próximo ao km 152 da BR-116, desde setembro do ano passado, quando a terceira faixa da rodovia foi concluída.  Eles tentaram buscar solução junto a vários órgãos públicos, mas até esta sexta-feira o acesso continuava bloqueado. O metalúrgico Aldinir Ruppenthal, 42 anos, conta que a informação é de que,  antes de liberar a via é preciso trocar um poste, pois a fiação estaria baixa. 

– É um jogo de empurra-empurra. Fizeram a pista extra na BR-116 e a rua ficou bloqueada desde que terminaram a obra. A RGE quer cobrar para trocar o poste e a prefeitura não quer pagar pela substituição. Aí fica nesse jogo e os moradores são os mais prejudicados – reclama.

Com o bloqueio, o trânsito fica tumultuado na região. 

–  Fica tudo congestionado na entrada da Marcopolo/Planalto. Na hora de pico é um tumulto. Tem uma empresa na curva, onde estão as pedras e os caminhões que fazem as entregas podiam sair por aquele acesso, mas não dá.  Não temos mais a quem recorrer. 

O empresário Marcos Fabiano Deliz, 35, também endossa a situação: 

– Estamos com  dificuldade para sair do bairro. O bloqueio provoca um transtorno enorme aos moradores e empresas. Depois das 16h é um caos. Precisamos que a via seja liberada. 

Procurado por moradores, o vereador Rafael Bueno (PDT) foi ao Ministério Público Federal (MPF) apresentar a situação ao procurador Fabiano Moraes. Isso depois de inúmeras tentativas para que o tráfego  fosse liberado. Segundo o vereador, a Secretaria de Obras alegou que a Secretaria de Trânsito seria responsável já que era preciso sinalização. 

– A rua foi sinalizada, mas o bloqueio seguiu. Procurei a Secretaria de Planejamento e recebi a informação de que estariam providenciando a desobstrução da via, mas nada foi feito. 

Segundo Bueno, ele buscou informações no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que informou que o poste de energia elétrica é que deveria ser trocado, pois atrapalha a passagem de caminhões e ônibus. A RGE  afirmou que a troca será providenciada assim que a prefeitura solicitar e que o custo é de R$  6 mil.

Temor por roubos e assaltos

Não é somente o acesso bloqueado que tem tirado a tranquilidade da comunidade, mas também a falta de segurança, já que o local se tornou perigoso, devido a presença de assaltantes que se escondem atrás das pedras, conhecidas como gelo baiano. Moradores relatam que assaltantes têm surpreendido os pedestres que descem dos ônibus do transporte coletivo na BR-116 e  precisam passar pelo local.

Luzia de Oliveira Falcão, conta que sua nora foi assaltada por um homem que se escondeu atrás das pedras:

– Está perigoso passar pela nossa rua. No final do dia, eles (os assaltantes) ficam atrás e saltam quando as pessoas passam.  Nem deu tempo dela gritar para pedir socorro. Ficou traumatizada, e não faz mais esse caminho sozinha. 

Luzia ressalta ainda que os moradores estão preocupados: 

– A maioria do pessoal que mora na Rua Primo Antonio Bertoletti já reclamou e está tentando encontrar uma saída para essa situação. Para sair de carro, precisamos fazer a volta na rua de cima, e agora piorou porque é escuro ali, e estamos com medo. 

Contrapontos 

:: O que diz o município 

A Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMTTM) informa que está em tratativas com a RGE para substituição dos postes de energia instalados entre os quilômetros 151 e 152 da BR-116. Ainda não há prazo para que ocorra a remoção e a posterior troca dos equipamentos com o objetivo de viabilizar a liberação do trânsito em uma alça de acesso à rodovia no bairro Cristo Redentor. O custo para a substituição dos postes será de responsabilidade do município.

:: O que diz o Dnit 

Por meio da unidade de Vacaria, o departamento afirma que o acesso à Rua Primo Antônio Bertoletti, na BR-116, esta sob gestão da prefeitura de Caxias do Sul, que está tratando com a RGE para que providencie o projeto de erguimento de redes e liberação da rua. 

:: O que diz RGE

A empresa informa que a obra neste trecho da BR-116 modificou a altura da pista, fazendo com que os cabos das empresas de telefonia, TV a cabo e internet, ficassem mais baixos. Segundo a RGE, cabe ao executor da obra na rodovia solicitar à distribuidora de energia as alterações necessárias na rede e arcar com os custos necessários para a sua execução, conforme prevê a regulação do setor elétrico. 

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