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Apelo atendido06/08/2019 | 17h18Atualizada em 06/08/2019 | 18h02

Lembra da história de Maiara? Fábrica reproduziu tênis para substituir calçado usado como brinquedo 

Jovem com paralisia cerebral ganhou presente nesta terça-feira

Lembra da história de Maiara? Fábrica reproduziu tênis para substituir calçado usado como brinquedo  Antonio Valiente/Agencia RBS
Kidy designou equipe para confeccionar manualmente calçado para Maiara Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

A história de Maiara Pereira, 27 anos, jovem com paralisia cerebral e que não desgruda de um velho tênis rosa, mobilizou profissionais da Kidy Calçados Infantis, fábrica de Birigui (SP), a cerca de 1,2 mil quilômetros de Caxias do Sul. Sensibilizados com o apelo da mãe de Maiara, funcionários reproduziram um tênis semelhante para substituir o "amigo" da jovem. Na tarde desta terça-feira (6), a encomenda foi entregue na casa de Maiara, no bairro Serrano.

O presente chegou no momento certo. Ilsa Maria Silva Pereira, 52, conta que o velho calçado estava dando os últimos suspiros. Horas antes, o resto de sola se desprendera da parte de cima do calçado. Ilsa usou uma fita crepe já prevendo que o remendo duraria poucos dias ou horas nas mãos da filha, o que seria um problema. Maiara tem enorme apego ao calçado. Em certa ocasião, chegou ser levada para um hospital com febre alta quando o calçado direito se perdeu durante um passeio. A mãe procurava pelo mesmo modelo há mais de ano, sem sucesso. 

— Teve gente que disse que eu nunca iria conseguir e olha só: consegui. Agradeço a Deus por ter colocado essas pessoas no nosso caminho. Não sei o que faria sem esse tênis — desabafou uma emocionada Ilsa.

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 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL (06/08/2019)Maiara Pereira, que tem paralisia cerebral, ganhou um tênis semelhante ao velho calçado que tem há muitos anos e não larga em nenhum momento. O tênis novo foi fabricado especialmente para ela e servirá como substituto do amigo de Maiara. Na foto, com a Rosa Lemes, assessora da fabricante Kidy, e com a mãe,  Ilsa Maria Silva Pereira. (Antonio Valiente/Agência RBS)
De tanto manuseio, tênis usado como brinquedo está deterioradoFoto: Antonio Valiente / Agencia RBS

O apelo de Maiara mobilizou muitas pessoas nas redes sociais, inclusive empresas de calçados infantis. Mas a equipe da Kidy, fabricante do tênis original de Maiara, assumiu a tarefa após saber do caso por meio da reportagem do Pioneiro. O desafio era inédito e consistia em reproduzir uma peça fora de catálogo há mais de 15 anos. 

Dois designers foram designados para pensar o produto, encontrar o material mais parecido e elaborar o desenho, tarefa de duas semanas. A fábrica teve que confeccionar o produto fora da linha de produção e de forma manual. Com tons de rosa e customizado com pequenas flores, o par de tênis ficou pronto há poucos dias e ganhou cadarços extras. Na embalagem, a equipe da Kidy enviou um boneco de unicórnio, uma sandália e uma sapatilha, além de uma carta escrita à mão. 

"De coração, esperamos que goste dos mimos que te enviamos. Que em todos os dias, a alegria esteja presente, que muitos risos e sorrisos tomem conta de seus momentos", diz um dos trechos.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL (06/08/2019)Maiara Pereira, que tem paralisia cerebral, ganhou um tênis semelhante ao velho calçado que tem há muitos anos e não larga em nenhum momento. O tênis novo foi fabricado especialmente para ela e servirá como substituto do amigo de Maiara. Na foto, com a Rosa Lemes, assessora da fabricante Kidy, e com a mãe,  Ilsa Maria Silva Pereira. (Antonio Valiente/Agência RBS)
Representando fábrica de calçados, Rosa Lemes veio a Caxias para entregar tênis Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

Rosa Lemes, assessora de imprensa da Kidy, veio a Caxias do Sul para entregar o presente e afirmou que se Maiara aceitar o novo amigo, a fábrica produzirá outros pares reservas. 

Ilsa sabe que não será fácil fazer a adaptação, contudo, a filha deu sinal positivo: ela não largou o velho tênis, mas tampouco rejeitou o novo calçado.

— Ah, vou fazer de tudo para ela aceitar. Vou deixar na cama, ao lado do travesseiro. Quando ela dormir, vou colocar na mão dela e assim vai indo. Estou muito feliz — projeta Ilsa.

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