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Saúde01/08/2019 | 15h30Atualizada em 01/08/2019 | 15h30

Caxias do Sul tem 400 novos casos de câncer de pulmão por ano

Evento no Hospital Geral vai reunir mais de 100 especialistas no assunto para debater prevenção e avanços no tratamento

Caxias do Sul tem 400 novos casos de câncer de pulmão por ano Photographee.eu/Shutterstock
Foto: Photographee.eu / Shutterstock

 O câncer de pulmão volta a ser tema de debate em Caxias do Sul. Mais de 100 especialistas no assunto de todo o Brasil e da Espanha estarão reunidos amanhã e sábado no Hospital Geral (HG) para discutir prevenção, tratamentos e o estadiamento da doença.

Essa é a terceira edição em Caxias do Sul, que já se consagrou como sede do evento. Bom para o setor de saúde, mas também para a economia local, já que esses profissionais podem movimentar também o setor hoteleiro e gastronômico da cidade.

Entre os convidados, um mestre no assunto: doutor Ramón Rami Porta, da Espanha, um dos mais renomados profissionais da área no mundo e que, este ano, coordena o congresso mundial de pulmão em Barcelona.

O câncer de pulmão é o que mais mata no Brasil. Estatísticas da Globocan referentes a 2018 apontam que é o terceiro tumor mais frequente no Brasil (o primeiro é o câncer de mama e, o segundo, de próstata), mas é o primeiro em mortalidade. Em nível mundial, o câncer de pulmão é o primeiro em incidência e em mortalidade. Em Caxias do Sul, são registrados 400 novos casos por ano. Isso significa que, daqui a cinco anos, 85% desses pacientes estarão mortos.

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL 04/01/2017Darcy Ribeiro Pinto Filho, novo secretário municipal da Saúde de Caxias do Sul, pretende reforçar as unidades básicas de saúde da cidade e aposta na terceirização para a UPA da zona norte entrar em ação. (Felipe Nyland/Agência RBS)
Darcy Ribeiro Pinto é um dos coordenadores do workshop que acontece nesta sexta e sábado em CaxiasFoto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Os dados são revelados pelo pneumologista e cirurgião torácico caxiense Darcy Ribeiro Pinto, que coordena o workshop juntamente com o oncologista André Reiriz e o Centro Integrado de Oncologia Torácica do HG/Fucs. Segundo o especialista, Caxias do Sul pode, sim, ser considerada referência no tratamento para combate ao câncer.

— Temos todos os métodos básicos necessários para o diagnóstico e controle da doença. Por outro lado,  tem opções que precisam ser incorporadas e que impõem  investimentos. Novas drogas, como terapia alvo e imunoterapia, se mostram muito eficientes, mas ainda não estão disponíveis para pacientes do SUS — aponta  o médico.

No campo da prevenção e do diagnóstico precoce, o grupo multidisciplinar de oncologia torácica do HG, trabalha na elaboração e implantação de um projeto de atenção primária que irá aumentar o número de  casos identificados nos  estágios iniciais da doença, com impacto na redução da alta mortalidade atribuída ao câncer de pulmão.

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