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Coração da cidade30/08/2019 | 18h21Atualizada em 30/08/2019 | 18h40

Buracos, lixeiras quebradas, pichações: Praça Dante, em Caxias, pede manutenção

Único trabalho visível é a jardinagem e a varrição

Buracos, lixeiras quebradas, pichações: Praça Dante, em Caxias, pede manutenção Antonio Valiente/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS
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Pichações, lixeiras quebradas, buracos, bancos sujos, bebedouro estragado, calçamento com pedras soltas e ferragem exposta são indicativos de que a principal praça de Caxias do Sul não está recebendo manutenção. Embora a prefeitura projete melhorias a partir da revitalização, atualmente travada por conta de uma liminar judicial, é notório que o básico vem sendo deixado de lado na Dante Alighieri. Os únicos cuidados mais visíveis envolvem a varrição e o trato dos canteiros.

Confira fotos dos problemas de manutenção da Praça Dante:


A última melhoria recebida foi a troca de 48 luminárias de vapor de sódio por lâmpadas de LED no primeiro semestre. Antes disso, houve a reforma do chafariz, inaugurado em dezembro de 2017. Mas o restante da área não recebe a mesma atenção desde janeiro de 2016, data em que funcionários da prefeitura pintaram pela última vez os bancos, postes, meio-fio e ajustaram o calçamento para embelezar a praça durante a Festa da Uva. 

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Sem a manutenção básica, que não depende de projeto arquitetônico ou recursos vultuosos, a degradação mostra a cara. 

Um dos pontos de maior reclamação é a falta de limpeza dos bancos, principalmente na borda da Rua Marquês do Herval, onde há grande concentração de pombos. As fezes estão espalhadas pela calçada, sobre as lixeiras e em quase todos os bancos, indicativo de que a limpeza não ocorre há um bom tempo.

— Não sei se adianta pintar os bancos, pois as pombas sujam muito. Mas teria que lavar com mais  frequência — reclama o aposentado Danúbio Macedo, 68, personagem cativo da Dante Alighieri.

Perto dali, uma tinta vermelha e rabiscos encobrem a placa que lembra aos frequentadores que é proibido alimentar as aves. Aliás, as pichações começaram a tomar conta de bancos, monumentos e outros equipamentos. 

A engraxate Eva Silveira, 54, passa o dia na praça e relata a dificuldade para usar bebedouro. Um deles inclusive está desativado.

— Às vezes não dá para usar o bebedouro, não sai água, parecem entupidos.

Os banheiros também mostram sinais de desgaste, mas a limpeza vem sendo mantida. 

Somente o básico

A Praça Dante Alighieri conta com um jardineiro, um zelador no banheiro e uma funcionária da Codeca, responsável pela varrição. Ocasionalmente, outros servidores da Codeca ajudam a varrer a praça, uma vez que o volume de sujeira é grande. Apesar disso, dá para perceber que só esse trabalho não é suficiente para impedir a decadência dos equipamentos.

O garçom Pedro Cipriano de Barros Lima, 65, chama a atenção para a ferragem que restou de um poste de iluminação na esquina da Sinimbu com a Marquês do Herval, na frente da antiga banca da Ana. O material está exposto no caminho dos pedestres e pode machucar alguém. 

— A praça está jogada — critica Lima.

A opinião é compartilhada por Abrelino Dal Bosco, vice-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Caxias do Sul.

— Estou sempre atento ao que atrapalha a caminhada dos idosos e outro dia cai na praça, bem perto desses parafusos e ferros. Por pouco não caí em cima — reforça Dal Bosco.

 A reportagem questionou a prefeitura, mas não recebeu respostas até o fechamento desta edição.

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Liminar continua valendo

A liminar que suspendeu o avanço do projeto de revitalização da Praça Dante Alighieri ainda está valendo. O município, réu na ação, ingressou com um recurso no Tribunal de Justiça, mas o caso ainda não foi julgado. A prefeitura está proibida pela Justiça de reformar a praça sem autorização da Câmara de Vereadores com base em uma ação popular movida pelo morador do bairro Santa Catarina, Gilberto Carlos Zago. 

O autor argumenta que o artigo 192 da Lei Orgânica Municipal determina que construções, monumentos, praças e cemitérios não podem ser demolidos sem parecer do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc) e outorga legislativa. No despacho, o magistrado acolheu a argumentação, sob o entendimento de que a regra também vale para reformas que alterem as características do imóvel.

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