Número de autuações envolvendo celular ao volante diminui 14% nos primeiros quatro meses em Caxias - Geral - Pioneiro

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Trânsito19/07/2019 | 08h50Atualizada em 19/07/2019 | 09h15

Número de autuações envolvendo celular ao volante diminui 14% nos primeiros quatro meses em Caxias

Índice corresponde aos quatro meses de 2019 e faz comparação com o mesmo período de 2018

Número de autuações envolvendo celular ao volante diminui 14% nos primeiros quatro meses em Caxias Porthus Junior/Agencia RBS
Segundo informações do Denatran, dirigir usando o celular é quase ou tão perigoso quanto dirigir bêbado Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Hoje é difícil encontrar quem não tenha um celular — e faça tudo com o aparelho. Ligações, pagamento de contas, fotografias: é fato que estamos cada vez mais acostumados a fazer praticamente tudo pelo telefone. Por que seria diferente na hora de dirigir? Embora seja frequente avistar motoristas com o aparelho na mão, o número de autuações por segurar ou manusear o celular ao volante em Caxias do Sul vem diminuindo. Segundo informações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS), de janeiro a abril do ano passado, 871 condutores foram autuados por dirigir com o aparelho na mão; neste ano, no mesmo período, foram 745, o que representa uma diminuição de 14%.

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De acordo com Joelson Queiroz, gerente de educação da secretaria municipal de Trânsito de Caxias, o índice vem baixando graças às ações da fiscalização, como as atividades de conscientização em escolas e empresas, as blitze educativas e a campanha permanente realizada em Caxias, a Celular e Trânsito: Uma Ligação Perigosa. Porém, ele acredita que os números das estatísticas podem não ser reais:

— Antes as pessoas utilizavam o celular mais no ouvido dentro do carro; hoje o aparelho fica mais nas mãos, principalmente para digitar e ler textos. Por isso atualmente é mais difícil o flagrante pela fiscalização. Posso dizer, seguramente, que há muito mais gente usando o celular no trânsito do que as que aparecem nas estatísticas.

Multas caem, mas atenção precisa seguir redobrada

Dirigir usando o celular é quase ou tão perigoso quanto dirigir bêbado. Isso porque, quando lê ou envia mensagens, o condutor fica distraído e perde a visão periférica, o que aumenta o risco de sofrer um acidente em quatro vezes, de acordo com informações divulgadas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Mesmo com a queda no número de autuações, o assunto continua preocupando autoridades. O Ministério da Saúde divulgou recentemente uma pesquisa, feita em 2018, que mostra que um a cada cinco brasileiros admite fazer o uso do celular enquanto dirige. Os dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) também apontam que as pessoas com idade entre 25 e 34 anos são as que mais assumem esse comportamento de risco. A realidade de Caxias do Sul não é diferente: no mês passado, a secretaria municipal de Trânsito realizou uma blitz e flagrou, em menos de quatro horas, 67 motoristas usando o aparelho. A ação ocorreu entre 13h40min e 17h30min em cruzamentos das ruas Sinimbu e Pinheiro Machado.

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O Pioneiro também conferiu a situação e observou, durante uma hora, o tráfego de veículos em uma das esquinas mais movimentadas da cidade, a das ruas Sinimbu e Doutor Montaury. Nesse período foi possível contar 17 motoristas cometendo infrações, seja em ligações, trocando mensagens ou gravando áudios com o aparelho na mão. O que também chamou a atenção nesse dia foi o elevado número de pedestres, 45, manuseando o aparelho na rua. Para Queiroz, a prática se torna ainda mais perigosa quando o usuário atravessa a rua com os olhos direcionados para a tela. Isso, segundo ele, prejudica a visão periférica e o tempo de reação, aumentando, por consequência, o risco de atropelamento.

— Durante o nosso trabalho de fiscalização, presenciamos diariamente um alto número de pedestres distraídos, seja digitando ou com som alto nos fones de ouvido. Isso afeta a concentração que devemos ter ao transitar nas ruas, gerando um risco imenso de atropelamento — avalia.

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