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Tristeza16/07/2019 | 13h17Atualizada em 16/07/2019 | 13h29

"Ele disse que teria um encontro na sexta e depois não fez mais contato", diz amiga de caxiense morto na China

Leonardo Cláudio da Rosa, de 23 anos, fazia intercâmbio no país

"Ele disse que teria um encontro na sexta e depois não fez mais contato", diz amiga de caxiense morto na China Gustavo Diehl / UFRGS/UFRGS
Leonardo da Rosa (C) foi recebido na reitoria da UFRGS antes do intercâmbio para a China Foto: Gustavo Diehl / UFRGS / UFRGS

Um jovem caxiense, estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi encontrado morto na cidade de Chongqing, no sudoeste da China. Leonardo Cláudio da Rosa, de 23 anos, cursava Licenciatura em Letras e, há cerca de um ano, teria ganho uma bolsa de estudos na Communication University of China. O intercâmbio é promovido por uma parceria da UFRGS com o Instituto Confúcio, instituição vinculada ao Ministério de Educação da China, que tem o objetivo de promover a língua e a cultura chinesa pelo mundo.
Além de Leonardo, outros dois alunos foram para a China neste intercâmbio, mas para outras cidades, segundo a entidade. 

Os estudantes selecionados para bolsa de estudo recebem passagens aéreas e dinheiro para estadia, alimentação e todo o suporte de estudo em uma instituição de ensino chinesa. 

De acordo com o Ministério de Relações Exteriores do Brasil, a morte de Rosa foi confirmada por autoridades chinesas. Entretanto, não há informações sobre a data e as circunstâncias da morte do jovem. O Itamaraty afirma ainda que a Embaixada do Brasil em Pequim "está em contato constante com as autoridades policiais locais para obter informações adicionais quanto às circunstâncias do ocorrido".

A também estudante de Letras Mellina Rech, 21, conheceu Rosa nos encontros promovidos pelo Diretório Acadêmico do curso na universidade federal, em Porto Alegre. Ela, que também é de Caxias, lembra com carinho do jovem.

— Ele entrou na UFRGS em 2015 e eu em 2016. Ele era um cara muito legal, amigo de todo mundo. Vinha chamar a gente para conversar e tentava incluir todo mundo em tudo. Além disso, o Léo, como o chamávamos, era um cara muito inteligente. Era uma daquelas pessoas que conversa sobre qualquer coisa — relata a amiga.

Segundo a jovem, Rosa teria afirmado em um grupo que mantinham no WhatsApp, que, nos últimos dias, estava recebendo diversas mensagens de ódio nas redes sociais. Ele era engajado na causa LGBT e, segundo Mellina, ainda em Porto Alegre, ele dava aulas em um pré-vestibular voltado para o público transexual.

Ele compartilhou a angústia com os amigos na semana passada:

— Ele dizia que a homofobia era muito forte na China.

Mellina conta que o caxiense comentou com os amigos, via mensagem de celular, que iria em um encontro na última sexta-feira. Depois disso, segundo Mellina, ele não manteve mais contato. Emocionada, a estudante espera que o caso seja esclarecido em breve. 

— Estamos comovidos, ele era muito querido. É uma perda muito grande.

Em nota, a UFRGS prestou solidariedade aos familiares. A reportagem tentou contato com a família, mas, até o início da tarde desta terça-feira (16) não havia obtido retorno.

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