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Saúde 12/07/2019 | 21h17Atualizada em 12/07/2019 | 22h16

"A situação só piorou", diz Cremers após vistoria na UPA em Caxias 

Fiscais estiveram na unidade pela manhã e retornaram na noite desta sexta-feira (12)

"A situação só piorou", diz Cremers após vistoria na UPA em Caxias  Antonio Valiente/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) voltou a fiscalizar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte na noite desta sexta-feira (12). Eles chegaram à unidade, por volta das 20h30min, e encontraram o serviço de urgência e emergência lotado, duas ambulâncias do Samu retidas, porque estavam sendo usadas como macas para os pacientes e o mesmo médico que estava de plantão pela manhã, seguia atendendo os pacientes na sala vermelha à noite. 

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O coordenador de fiscalização do Cremers, Geraldo Jotz, ressalta que a situação piorou depois da vistoria realizada em 8 de março, quando foram solicitadas adequações. Na ocasião, o Conselho apontou falta de médicos, medicamentos e equipamentos, entre os principais pontos que precisavam ser melhorados. Jotz, frisa que mesmo depois dos apontamentos nada foi feito para melhorar o atendimento à população. 

—  Desde o dia 8 de março, nada melhorou na UPA. Ao contrário, a situação só piorou. Constatamos a falta de pediatras na unidade. Há três médicos que atendem crianças mas não têm o título para o exercício da função. Estamos atentos ao número de médicos que estão de plantão para atender à comunidade. Percebemos que há menos profissionais do que prevê a legislação, levando em conta a capacidade de atendimentos da UPA_afirma ele. 

Ele enfatiza que a situação encontrada é mais grave do que imaginava: 

— Na segunda inspeção à noite encontramos duas ambulâncias do Samu sendo usadas como maca. São duas equipes que estão fora das ruas e deixam os pacientes que precisam  do serviço sem atendimento. Há pacientes há dois dias esperando leito em hospitais da cidade. Estou triste com a situação encontrada em Caxias. 

Ele aponta atuação de estudantes do 5º e 6º ano do curso de medicina da Universidade de Caxias do Sul (UCS), que fazem estágio na UPA sem supervisão de professor responsável

—  Se  os médicos estão supervisionando alunos, acabam deixando os pacientes em segundo plano. Esse tempo é retirado do atendimento à comunidade. Não têm especialistas na UPA, falta médicos e ainda monitoram estudantes. É essa saúde pública que Caxias do Sul quer? _ questiona. 

Jotz adianta que outra situação preocupante é a presença de um radiologista da Bahia sem CRM do Rio Grande do Sul. 

— O radiologista que assina os laudos não tem registro no Estado. A situação será encaminhada à Secretaria de Assuntos Técnicos do Cremers, que irá apontar o que deverá ser feito e apurar responsabilidades. Neste caso será decidido se haverá uma sindicância para apurar o assunto. 

Contatado pela reportagem, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que administra a UPA, afirmou que só vai se manifestar a partir do relatório do Cremers. O resultado deve ser divulgado em duas semanas e será encaminhado ao Ministério Público. 

Pompéia e HG 

A vistoria seguiu no Pronto-Socorro do Pompéia e na Emergência do Hospital Geral durante a tarde desta sexta. As duas instituições demonstraram empenho da diretoria em melhorar o atendimento à população, mas as equipes ainda não estão dentro do esperado. 

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