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Educação04/06/2019 | 16h37Atualizada em 04/06/2019 | 16h37

Pais reclamam de possibilidade de filhos terem aula em capela mortuária em Caxias do Sul

Alunos de escola do interior serão transferidos em função de reforma na escola

Pais reclamam de possibilidade de filhos terem aula em capela mortuária em Caxias do Sul Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Pais de alunos da Escola Municipal Professora Arlinda Lauer Manfro, no interior de Caxias do Sul, temem que os filhos tenham de estudar na capela mortuária da localidade de São João da 4ª Légua, em Galópolis. A possibilidade teria sido cogitada pela Secretaria de Educação (Smed), por causa da necessidade de uma reforma no prédio do colégio. 

O produtor rural Valdecir Isoton, 45 anos, está apreensivo com a situação. Segundo ele, a Smed definiu que os alunos tenham aula no espaço por pelo menos três semanas. O assunto será debatido em reunião na noite desta terça-feira (4). 

— Os pais estão apreensivos e a maioria é contra essa possibilidade das crianças terem aula na capela. A Smed definiu que as aulas serão na capela por três semanas. Depois vão transferir nossos filhos para Galópolis. 

Ele conta que os pais temem que após a transferência a escola seja desativada: 

— Estamos muito preocupados porque eles vão fechar a escola para reformar o prédio. Temos medo que eles fechem e não reabram porque nós precisamos de uma escola no interior.

A Secretaria da Educação de Caxias do Sul também solicitou à comissão gestora do campo de futebol o uso do centro de eventos de Galópolis sob a justificativa de que precisa acomodar os 63 alunos. O contato indica uma tendência de transferência dos estudantes para este outro espaço após as três semanas. 

A presidente de Galóplis, Maria Patricio Pinto, diz que o aviso de que o local seria usado pelos alunos foi feito na semana passada. De acordo com ela, o espaço, utilizado desde 2014, foi erguido com dinheiro do orçamento comunitário. Para ceder a área, os moradores solicitaram contrapartidas, como obras em vestuários, banheiros e acessibilidade. O campo fica a cerca de 6 quilômetros da escola. 

A reportagem tentou contato com a direção da escola, que não quis se manifestar sobre o assunto. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria da Educação disse que só irá falar sobre o assunto após uma reunião com comunidade marcada para as 19h desta terça-feira (4). 

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