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Aniversário de 129 anos18/06/2019 | 06h00Atualizada em 18/06/2019 | 08h40

Onze coisas gringas que só Caxias do Sul tem, na versão do cartunista Iotti

DNA do caxiense da gema inclui bauru ao prato e veraneio em Arroio do Sal

Onze coisas gringas que só Caxias do Sul tem, na versão do cartunista Iotti Iotti/Agencia RBS
Foto: Iotti / Agencia RBS
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Vista de longe, Caxias do Sul é uma cidade grande, imponente. É o segundo polo metalmecânico do país e o segundo maior município do Estado. De perto, Caxias tem peculiaridades que o visitante deve prestar bem atenção para identificar. 

Ao se aproximar demais, é preciso ter cautela com algumas paredes invisíveis que podem surgir pelo caminho. O aviso bem-humorado é do cartunista Carlos Henrique Iotti, gringo que até hoje tenta decifrar qual é o DNA do caxiense.

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1 - De que família tu é? Essa é uma pergunta que o caxiense da gema adora fazer. Herança de uma época onde uma pequena cidade colonizada por imigrantes italianos caminhava a passos largos rumo à industrialização. 

2 - Caxiense que se preza quando liga pra alguém não diz alô. Já sai inquirindo: — Quem???

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Foto: Iotti / Agência RBS

3 - Caxiense vai dormir cedo pra acordar mais cedo ainda. O trabalho é uma religião. Antes do benefício, o sacrifício. Por essas e outras, caxiense que se preza não dá muita atenção ao lazer e a cultura. Vida noturna só se for para trabalhar no turno da noite.

4 - Outra herança  dos imigrantes é apreço a uma mesa farta. Não basta ter comida o suficiente. Tem que ter bastante. Mesas fartas ao extremo e porções generosas. Um festival que só termina após exorcizar o fantasma de uma fome atávica. A penúria dos imigrantes é vingada com sopa de agnoline, pien, lesso e cren. E isso é só o começo. 

5 - Caxias inventou o bauru ao prato. O Bossa escreveu seu nome na história com um bife de proporções continentais com tomate, presunto, queijo borbulhante servido numa travessa que hoje tem sua continuidade brilhantemente preservada. Tranquilo!

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Foto: Iotti / Agência RBS

6 - O caxiense que se preza não come cheeseburger. Come XIS. Um lanche mais ou menos do tamanho de uma calota com ingredientes que não se misturam, mas combinam. Bife, alface, tomate, milho, presunto, queijo, acompanhado de quantidades industriais de maionese verde. Como o XIS de Caxias só em Caxias.

7 - Caxiense que se preza come pizza com pompa e circunstância. Sair pra comer pizza é uma solenidade. Assim como ir ao shopping ou ao super mercado. Não dá pra ir assim meio mulambento, tem que se arrumar.

8 - Caxiense que se preza é religioso. Caminha até o Santuário de Caravaggio para agradecer as graças alcançadas que vão desde o caminhonetão diesel gabinado até a tão sonhada casa em Aroio do Sal (arroio com um erre só!).

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Foto: Iotti / Agência RBS

9 - Caxiense não gosta muito de árvores. Também herança dos nossos pioneiros, árvore é sinônimo de sujeira, além de levantar as pedras da calçada, atrair raios e sujar o chão com folhas. Terreno limpo é um terreno sem árvores. 

10 - Caxiense olha os passarinhos com outro interesse. Enquanto a maioria da humanidade aprecia o canto melodioso, as cores e a poesia dos pássaros, o caxiense está mais interessado no sabor. Com pequenas lâminas de toucinho, são os frutos do ar. De perdizes, perdigões e marrecões, melhor nem falar.

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Foto: Iotti / Agência RBS

11 - Caxiense que se preza não é de fácil compreensão. Para os que chegam pela RS-122, pela BR-116 ou pela Rota do Sol, deveria ter uma placa em cada entrada lembrando o desafio da Esfinge de Tebas: decifra-me ou te devoro!

 
 
 

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