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Saúde05/06/2019 | 08h00Atualizada em 05/06/2019 | 08h00

Descoberta da Aids completa 38 anos nesta quarta-feira

Em Caxias, primeiro caso foi registrado no final da década de 1980

Descoberta da Aids completa 38 anos nesta quarta-feira Red Ribbon/WORLD BANK / Creative Commons
Foto: Red Ribbon / WORLD BANK / Creative Commons

A descoberta da Aids está completando 38 anos hoje. Foi em 5 de junho de 1981 que o Centro de Controle de Doenças de Atlanta, nos Estados Unidos, descobriu em cinco jovens uma nova e rara doença, que recebeu o nome de Aids no ano seguinte. Em Caxias, o primeiro caso foi registrado no final da década de 1980 e, de lá para cá, muito se avançou no tratamento. Se feito corretamente, permite que o infectado tenha uma vida normal. São dois comprimidos com três medicações, oferecidos gratuitamente pelo SUS, e que devem ser tomados diariamente. Eles controlam a carga viral, e populações com carga viral controlada por seis meses não é transmissora. 

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Quem não tem HIV, mas está exposto ao vírus, também ganhou um aliado nos últimos anos. A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é distribuída em Caxias de forma gratuita desde dezembro de 2018. Atualmente, 45 pessoas estão cadastradas para receber o comprimido que evita a contaminação. A cidade foi a segunda do Estado e a primeira do interior a fornecer o medicamento. Desde que o governo federal passou a disponibilizar a PrEP, no final de 2017, somente Porto Alegre oferecia o serviço. 

O tratamento é um comprimido diário, todos os dias, e exige consultas regulares, a cada três meses. Embora a PrEP evite o HIV, o preservativo não deve nem pode ser descartado. A camisinha deve ser usada sempre nas relações sexuais, já que a PrEP não evita outras doenças. 

— A PrEP é uma das estratégias de prevenção combinada. Ela evita a infecção pelo vírus do HIV, mas não previne as outras infecções sexualmente transmissíveis. Por isso a importância do uso do preservativo. Combinar estratégias de prevenção para evitar tanto o HIV quanto as outras infecções — ressalta Grasiela Cemin Gabriel, coordenadora do Serviço Municipal de Infectologia. 

Para ter acesso, o paciente deve agendar consulta no serviço de infectologia. Ele passa por acolhimento e faz testagem rápida de HIV, hepatites B e C e sífilis. 

– Recebem indicação do medicamento e, em 30 dias, retornam para avaliação. Fazem novos testes rápidos e retornam em 90 dias para passar de novo pelo (médico) infecto e por testagens rápidas – acrescenta Grasiela. 

O público prioritário para recebimento da PrEP abrange gays, homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans, trabalhadores do sexo e casais sorodiferentes (quando um está infectado pelo HIV e o outro não). O simples pertencimento a um desses grupos, no entanto, não é suficiente para caracterizar indivíduos com exposição frequente ao HIV. Por isso, uma triagem é realizada. 

Pós-Exposição

Além da PrEP, o SUS oferece a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) para uso após possível contato com o vírus em situações como violência sexual, relação sexual desprotegida (sem o uso ou com rompimento da camisinha), acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou em contato direto com material biológico). Para funcionar, a PEP deve ser iniciada logo após a exposição de risco, em até 72 horas e deve ser tomada por 28 dias. A PEP não substitui a camisinha. Em Caxias, é oferecida no Centro Especializado de Saúde (CES), de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h, e fora desse horário, na UPA. 

Números

Até o final de 2018, eram 2.947 pessoas vivendo com HIV/Aids em Caxias, segundo dados da Vigilância Epide-miológica. 

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL 21/12/2018Caxias do Sul disponibiliza desde o início do mês, gratuitamente, a PrEP (profilaxia pré-exposição). A medicação, destinada a pessoas que não possuem o vírus HIV, evita a contaminação. (Felipe Nyland/Agência RBS)
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O medicamento

> A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) é o uso preventivo de medicamentos antes da exposição ao vírus do HIV, reduzindo a probabilidade de se infectar. 

> A PrEP deve ser utilizada se você acha que tem alto risco para o HIV. O medicamento não é para todos, e não é uma profilaxia de emergência. Os públicos prioritários são os que concentram o maior número de casos de HIV no país: gays, homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans, trabalhadores do sexo e casais sorodiferentes (quando um está infectado pelo HIV e o outro não).

Serviço

> Preservativos masculinos e femininos estão disponíveis gratuitamente nas unidades básicas de saúde (UBSs) e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).

> O teste para diagnóstico da infecção pelo HIV, sífilis e hepatites B e C pode ser realizado no CTA e nas UBSs.

> Para fazer os exames, não há necessidade de encaminhamento: basta ir até o serviço, levando o Cartão SUS e o documento de identidade. 

> O CTA fica na Rua Sinimbu, 223, junto ao Centro Especializado de Saúde (CES), e atende de segunda a quinta-feira, das 7h às 15h e na sexta-feira, das 7h às 14h.

Por que fazer o teste?

> A infecção pelo HIV é silenciosa nos primeiros anos: os sintomas podem demorar até 10 anos para aparecer após o contágio. Então, muitas pessoas possuem o vírus e não sabem.

> O teste é gratuito: mesmo que você não acredite que possa ter a doença, não custa fazer.

> Quanto mais cedo se dá o diagnóstico, mais cedo se inicia o tratamento. O início precoce do tratamento aumenta a expectativa de vida da pessoa, retarda o surgimento da Aids e diminui a transmissão do vírus.

> Não é motivo de vergonha: fazer o teste é um sinal de que você se preocupa com o seu corpo e com a sua saúde. Se o resultado for positivo, você tem a chance de começar o tratamento cedo e levar uma vida saudável.

> O HIV não tem cara: a maioria dos portadores é aparentemente saudável. Não é possível saber se uma pessoa possui o vírus através de sua aparência física.

Fonte: Laboratório de Pesquisa em HIV/AIDS da Universidade de Caxias do Sul

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