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Trânsito 05/06/2019 | 14h28Atualizada em 05/06/2019 | 14h28

Daer remove rochas da encosta que continua instável e interditada na Rota do Sol

Engenheira do departamento orienta trabalho de limpeza e estabilização da encosta

Daer remove rochas da encosta que continua instável e interditada na Rota do Sol Lucas Amorelli  / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agência RBS / Agência RBS

O trânsito na Rota do Sol não tem condições de ser liberado nesta quarta-feira (5). O motivo é instabilidade do terreno às margens da rodovia, que pode ocasionar novos deslizamentos na encosta. O fluxo está totalmente interrompido no Km 4 da ERS-486, no início da descida da Serra, em Itati, desde o fim de semana. 

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De acordo com a titular da superintendência do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) em Osório, Daiani Trisch, que orienta o trabalho, é preciso muito cuidado para evitar riscos aos trabalhadores e garantir a segurança da população quando a rodovia for liberada. Na manhã desta quarta-feira, a equipe trabalhava na remoção de pedras da encosta que ainda corriam risco de cair. Os blocos eram amarrados com cordas e puxados por uma retroescavadeira. O objetivo é evitar novas quedas.

—Estamos fazendo da forma mais ágil dentro do que é possível. Só vamos liberar a rodovia quando tiver a segurança dos usuários. Nem sempre o rápido é o certo. Se fizermos na velocidade que a sociedade quer, vamos ter um acidente grave. É um trabalho muito artesanal, mas com engenharia — afirma a superintendente.

A expectativa do Daer é liberar o trânsito nesta quinta-feira, mas a confirmação vai depender do quanto será possível avançar com o trabalho. Apesar do bloqueio total ter ocorrido no fim de semana, novas rochas seguiram caindo nos últimos dias. Nesta terça-feira, por exemplo, uma pedra de 21 toneladas caiu sobre a pista.

Embora comerciantes que dependem da estrada estejam amargando queda no movimento, a engenheira afirma que é preciso garantir a segurança antes da liberação da rodovia. Segundo ela, a Secretaria Estadual de Logística e Transportes garantiu todos os recursos necessários para a limpeza e estabilização da encosta. 

O ponto do deslizamento contava com redes de contenção, instaladas na época da construção da estrada. Conforme a engenheira, a estrutura não suportou porque a força do deslizamento foi maior do que o projetado na construção da contenção. Situações assim ocorrem porque, normalmente, os projetos são elaborados com base no comportamento mais comuns do terreno, mas situações incomuns sempre podem ocorrer. Além disso, o solo se modifica ao longo do tempo.

— O projeto prevê “x” (de força para suportar), mas a natureza pode oferecer “2x”, “4x” — explica Daiani.

Após a liberação da rodovia, uma nova contenção será instalada no ponto. Para isso, é necessário a elaboração de um projeto na sede do Daer, em Porto Alegre. Enquanto a nova contenção não for instalada, a rodovia seguirá sendo monitorada e não estão descartadas novas interdições em casos de períodos prolongados de chuva.

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