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Trânsito28/05/2019 | 20h59Atualizada em 28/05/2019 | 21h06

Trecho da Rota do Sol deve ficar parcialmente interrompido por, pelo menos, mais 15 dias

Trabalho de remoção das rochas que caíram da encosta teve de parar devido ao risco de novos deslizamentos

Trecho da Rota do Sol deve ficar parcialmente interrompido por, pelo menos, mais 15 dias Porthus Junior/Agencia RBS
Rochas de grandes proporções serão deixadas no local para amortecerem pedras que venham a cair, caso haja novos deslizamentos Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O trecho da Rota do Sol (ERS-486), na altura do Km 4, onde ocorreu queda de barreira na última quarta-feira, em Itati, vai permanecer parcialmente interditado por pelo menos mais 15 dias. Esta é a estimativa de prazo do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) para finalização de um projeto que apontará qual medida será realizada no local. Depois disso, haverá o tempo de execução da obra, se for o caso, ou de fragmentação das rochas que caíram sobre a pista sentido Serra-Litoral Norte para posterior liberação total do tráfego.

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Segundo a superintendente da 16ª região do Daer, com sede em Osório, engenheira civil Daiani Trisch, uma equipe responsável pelos estudos geotécnicos do Daer analisou o trecho na última sexta-feira, junto com um representante da empresa Toniolo Busnello, contratada para fazer as contenções ao longo da Rota do Sol. O grupo está avaliando a instabilidade do local e formulando um projeto para retirada do material. Entre as possibilidades está a colocação de tirantes e telas para conter novos deslizamentos, por exemplo, ou a derrubada do material que tem risco de cair.

A engenheira explica que as pedras que caíram sobre a pista há uma semana não foram totalmente removidas porque, quando começou o rompimento das rochas, na quinta-feira, a parte superior do talude se movimentou. O trabalho estava sendo feito com o uso de uma escavadeira hidráulica.

– Tivemos que tomar uma decisão: ou parar e preservar a segurança dos usuários – que é sempre prioridade – ou continuar rompendo e correndo o risco de um novo deslizamento. Não tem como afirmar que ocorreria o deslizamento, mas, era iminente, a possibilidade. Então, optamos por parar. Rompemos uma rocha, a menor delas, e paramos com a maior que é a que está no local no momento – ponderou Daiani.

A rocha grande tem cerca de 3m50cm de altura por 4m de espessura e 3m20cm de largura e deverá ser rompida também com uso da escavadeira. A data será determinada pelo projeto em elaboração. A ideia é que o procedimento cause o menor impacto possível na encosta, já que a remoção dela inteira não é viável e ela precisará ser fragmentada. Uma rocha menor, mas também de grande proporção, tem 2m30cm de altura por 3 metros de largura.

A decisão de interromper o serviço foi reforçada pela equipe de estudos geotécnicos que foi ao local na sexta e, em análise preliminar, atestou que há risco de o talude romper. 

– Não se sabe se será uma rocha, que pode ter muitas toneladas, ou todo o maciço. Não tem como afirmar isso sem a análise do projeto que está sendo feito pela equipe – explicou a engenheira.

O monitoramento do local pelo Daer é diário. O Departamento verifica se houve nova queda ou modificação no terreno. Enquanto isso, as pedras do solo foram deixadas na pista porque, se ocorrer um novo deslizamento, elas servirão para amortecer as rochas que caírem. A medida também é uma segurança para que nenhum veículo ou pessoa seja atingido.

Trecho é perigoso pela geografia e neblina 

O Grupo Rodoviário da Brigada Militar de Torres, que fiscaliza o perímetro, pede para que os motoristas reduzam a velocidade que é de 40 Km/h no local para 30 Km/h. É preciso redobrar a atenção em função do período de chuva e forte neblina.

Para quem segue sentido Serra-Litoral Norte, a pista está totalmente ocupada pelas rochas. O trecho fica depois de uma sequência de curvas e assim que passa a última, à direita, onde fica o Restaurante do Mirador (na margem esquerda) já se vê os cones sinalizando para que os carros desviem para a pista contrária até depois das rochas, quando os cones redirecionam os veículos, já sobre o viaduto. Como o sentido oposto (Litoral-Serra) é de pista dupla, cada uma delas está sendo usada para uma direção. Na tarde de ontem, no período em que a reportagem esteve no local, entre 16h e 17h, não foi constatado congestionamento. Porém, o fluxo de caminhões era intenso, o que deixava o tráfego lento.

O ponto onde ocorreu o deslizamento fica na entrada do Viaduto da Cascata, em uma descida, o que requer ainda mais atenção. Os motoristas passam ao lado das pedras e já entram em uma curva à direita. O trecho que está sinalizado com cones tem cerca de 200 metros. Além disso, foram dispostas latas com produto inflamável que são acesas à noite formando uma linha luminosa.

Não há acostamento, mas há placas indicando que pode haver deslizamentos. Na parte anterior da queda, há, junto ao paredão, na base da lateral direita da rodovia, uma contenção de tela e pedras de cerca de 70 metros de extensão. No topo da encosta, há um outro tipo de contenção, também chamado de gabião, feito de tela e mantas, que foi rompida com a queda da barreira. As pedras quebraram a lateral do viaduto que fica junto á encosta e funciona como uma espécie de guard rail de concreto. 

Antes do ponto os condutores passam pelo Viaduto Aratinga que tem 80 metros de extensão.

 
 
 

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