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Oportunidade 15/05/2019 | 10h00Atualizada em 15/05/2019 | 10h03

Projetos sociais transformam a vida de jovens em Caxias do Sul

Iniciativas como as oficinas da Fundação Marcopolo já atenderam a mais de 4,2 mil estudantes na cidade 

Projetos sociais transformam a vida de jovens em Caxias do Sul Anselmo Cunha/Agencia RBS
Foto: Anselmo Cunha / Agencia RBS

Oportunidade. Essa pode ser a diferença na vida de jovens que tem a chance de participar de projetos sociais. Aprendizado que leva os estudantes para o mercado de trabalho mais preparados para encarar as exigências e cobranças da vida adulta. Iniciativas como o Projeto Escolas, da Fundação Marcopolo, de Caxias do Sul, que conta com oficinas de Reciclagem, Costura, Coros e Orquestra de Flautas, muitas vezes incentivam a busca por um futuro diferente e inspiram a construir sonhos.  

O trabalho desenvolvido na Fundação tenta seguir a risca a frase marcante do fundador da empresa Paulo Bellini:  "O mais importante são as pessoas". Focado em desenvolver atividades educativas em colégios de Caxias do Sul, o programa foi lançado em 2003. Em 16, anos, mais de  4.200 estudantes foram beneficiados com o projeto. 

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Os cursos são voltados ao aperfeiçoamento profissional e às atividade culturais e de lazer, que podem descobrir talentos entre os alunos.  O Coro Infantil, Juvenil e a Orquestra de Flautas foram criados há dez anos. O Recicla foi lançado em 2018  e já arrecadou 7500 toneladas de materiais, que foram transformados em 2500 kits entregues às escolas. 

A novidade é a oficina de Costura que surgiu após a Fundação perceber que as sobras do material da Marcopolo poderiam ser utilizadas no projeto.  Para ampliar e qualificar o atendimento, a Fundação inaugurou no dia 06 os novos espaços para as oficinas. As três casas, com área total de 500m², ficam na rua Pedro Zaparolli,  ao lado da unidade da Marcopolo, em Ana Rech.  Os alunos são recebidos em uma ambiente alegre, colorido e acolhedor.  

O  diretor executivo da Fundação, Alberto Ruy Calcagnotto, conta que as casas eram da empresa e estavam vazias, Daí surgiu a ideia de construir o complexo: 

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL - 09/05/2019 - Fundação Marcopolo conta com espaços novos para oficinas. Na foto: Alberto Ruy Calcagnotto, Creice Arse, Cláudia Saavedura de Carvalho (FOTO: ANSELMO CUNHA/AGENCIA RBS)
Foto: Anselmo Cunha / Agencia RBS

— Nossa proposta é retribuir a comunidade por tudo o que tem feito pela empresa ao longo dos anos.  Hoje com as casas no mesmo espaço além de otimizar o material também conseguimos pensar em ampliar os projetos porque até a logística melhorou. Há espaço para mais atividades. 

Calcagnotto acrescenta que participar das oficinas é uma oportunidade de profissionalização.

—  O projeto é lúdico, mas tem o lado profissionalizante e pedagógico que é positivo. Eles comparecem ao programa no turno inverso à escola, e assim não ficam o dia inteiro assistindo televisão ou na internet, e tem a chance de aprender como funciona uma empresa, desde a produção até a entrega do produto _ explica ele. 

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL - 09/05/2019 - Fundação Marcopolo conta com espaços novos para oficinas (FOTO: ANSELMO CUNHA/AGENCIA RBS)
Foto: Anselmo Cunha / Agencia RBS

Disciplina e comprometimento são rotinas 

Sorridentes, mas em silêncio e concentrados, os estudantes que participam da Oficina Recicla, demonstram disciplina durante a produção de kits, que serão entregues às escolas. É nesse espaço que a transformação acontece: cadernos, canetas, lápis, giz de cera, canetinhas, régua, livros, mochilas, estojos, borrachas e apontadores usados são transformados em novos. O processo similar a de uma empresa é o que abre horizontes às crianças:

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL - 09/05/2019 - Fundação Marcopolo conta com espaços novos para oficinas (FOTO: ANSELMO CUNHA/AGENCIA RBS)
Foto: Anselmo Cunha / Agencia RBS

— A transformação não é apenas do material, os alunos também se transformam, porque o projeto estimula eles a seguir em frente, a estudar e ser solidário também. Ele são educados, disciplinados e comprometidos, e os pais também precisam participar de pelo menos um encontro, porque a ausência conta como falta dos filhos, e eles não podem faltar para não perder o acesso ao programa —  afirma a analista de Responsabilidade Social da Fundação Marcopolo, Creice Arse. 

Ela aponta ainda que eles agarram as oportunidades.

— Não existe bolinha de papel, por exemplo, porque eles sabem o valor do material que estão produzindo, e valorizam a oportunidade de estar no programa. É uma chance de mudar o futuro — acrescenta Creice. 

A educadora social Cláudia Saavedura de Carvalho, convive diariamente com os alunos. Ela conta que trabalhou na produção da Marcopolo e o projeto é inspirado na empresa: 

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL - 09/05/2019 - Fundação Marcopolo conta com espaços novos para oficinas (FOTO: ANSELMO CUNHA/AGENCIA RBS)
Foto: Anselmo Cunha / Agencia RBS

— Trabalhamos organização, disciplina, limpeza e solidariedade, assim como na Marcopolo, e assim instigamos os alunos a aprender, passamos o conhecimento, e eles buscam cada vez mais aprendizado e saem daqui preparados para o mercado que é cada vez mais exigente. 

A professora Cleusa Pereira, da Escola Rosário de São Francisco, acompanha os alunos na Oficina. Ela afirma que além do aprendizado, os estudantes amadurecem.

—  Eles estão sempre felizes pela chance de viver o dia a dia do mercado de trabalho. Aproveitam  a oportunidade e saem das oficinas mais responsáveis e maduros — destaca, Cleusa. 

"Tenho oportunidade que muitos não tem", ressalta aluna do Recicla 

Andrelise Soares de Mello, 15 anos e Eduardo dos Reis Souza, 15, não escondiam a alegria e o orgulho de liderar as equipes de produção do Recicla. Os jovens conhecem o processo e explicaram cada detalhe desde a coleta dos materiais, que são doados pela comunidade, até a finalização dos kits que vão voltar para os bancos escolares. 

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL - 09/05/2019 - Fundação Marcopolo conta com espaços novos para oficinas. Na foto: Eduardo dos Reis Souza e Andrelisa Soares de Mello (FOTO: ANSELMO CUNHA/AGENCIA RBS)
Foto: Anselmo Cunha / Agencia RBS

A adolescente explica que o grupo é unido e liderar é trabalhar em equipe:

— Todos ajudam porque liderança é estar junto e desenvolver as tarefas lado a lado. Tenho a oportunidade que muitos não tem. Antes eu ficava a tarde toda em casa e agora tenho a oportunidade de adquirir conhecimento. 

Eduardo pensa de maneira semelhante e projeta o futuro.

— É uma oportunidade de saber como se portar em uma empresa, são aprendizados que levamos para a vida, porque vamos saber como nos comportar no mercado de trabalho. A cada dia aprendo algo novo e isso é importante para meu futuro profissional — aponta. 

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