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Acesso aos imóveis09/05/2019 | 12h16Atualizada em 10/05/2019 | 13h43

Os 12 pontos mais polêmicos e impactantes da revitalização da Praça Dante, em Caxias do Sul

Detalhamento do anteprojeto foi apresentado nesta quinta-feira

Os 12 pontos mais polêmicos e impactantes da revitalização da Praça Dante, em Caxias do Sul Adriano Duarte / agência RBS/agência RBS
Arquiteta Akemi Inamoto explicou o conceito da reforma Foto: Adriano Duarte / agência RBS / agência RBS
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A exemplo da ampla reforma realizada há 15 anos, a nova proposta de revitalização da Praça Dante Alighieri, em Caxias do Sul, também deve render discussões para os próximos meses. O anteprojeto da proposta foi apresentado nesta quinta-feira (9) em coletiva de imprensa no salão nobre da prefeitura pela arquiteta da Secretaria Municipal do Urbanismo Akemi Inamoto e por outros integrantes do Executivo. A partir de agora, a proposta será levada para debates com outros setores. 

Embora a prefeitura tenha realizado uma pesquisa pela internet e ouvido pessoas na praça meses atrás para embasar as mudanças, a reforma ainda não foi apresentada formalmente para representantes do comércio, um dos setores que mais esteve envolvido no processo de revitalização da Dante entre 2003 e o início de 2004. 

Confira a seguir os pontos mais polêmicos e impactantes e as justificativas da prefeitura.

Restrição de trânsito na Avenida Júlio de Castilhos

Esqueça as duas pistas atuais que substituíram o antigo calçadão nos anos 2000. O trecho diante da Praça Dante Alighieri terá um único sentido, com traçado sinuoso para forçar os motoristas a reduzirem a velocidade, entre a Doutor Montaury e a Marquês do Herval. Segundo a arquiteta Akemi Inamoto, o conceito é lançar uma uma via compartilhada para convívio entre pedestres, ciclistas e carros. A pista terá o mesmo nível da calçada, ou seja, sem meio-fio. Os motoristas só poderão trafegar no sentido São Pelegrino-Lourdes. O passeio público será alargado nos dois lados e, a calçada da Júlio no lado oposto da praça, terá áreas de convivência com bancos. O comércio, que pediu a abertura da avenida no passado ainda não opinou sobre a mudança, mas conforme a prefeitura, a ideia é justamente valorizar os donos de estabelecimentos da área.

Remoção de bancas

A tradicional Banca da Ana, mantida atualmente na Praça Dante Alighieri por força de uma liminar da Justiça, não está contemplada no projeto. No lugar da banca, a ideia é instalar um espaço de convivência parecido com os parklets que já existem pela cidade. Perto dali, serão instalados painéis com informações sobre a praça e a cidade. A prefeitura alega que a retirada das bancas não é justificada pelo projeto de requalificação da praça e, sim, por uma necessidade de regularização desses estabelecimentos que funcionam em espaços públicos sem autorização legal do município.

Redução de calçada

O passeio público na borda da praça na Rua Doutor Montaury cederá espaço para estacionamento de veículos. Contudo, as vagas terão finalidades diferentes do estacionamento rotativo. A ideia é absorver a demanda que surge em dias de espetáculos na Casa da Cultura e não poderão ser ocupadas pelo veículos do dia a dia. No trecho na frente da Casa de Cultura, a calçada será alargada e está prevista uma cobertura para conectar o prédio com a praça.  A arquiteta Akemi diz que o pedestre não perde com a redução do passeio na Doutor Montaury, pois o espaço terá o mesmo tamanho da calçada existente na borda com a Marquês do Herval.

Moradores de rua

A presença de moradores de rua também é ponto polêmico. Hoje, homens e mulheres dormem na praça, principalmente perto do Monumento de Gigia Bandeira. A prefeitura vai colocar bancos sem encosto, um equipamento que não estimula a permanência de uma pessoa por muito tempo e dificulta o uso para dormitório. Segundo a prefeitura, a presença de moradores de rua pode continuar existindo mesmo com a remodelação, porém o projeto prevê a retirada de canteiros atrás dos monumentos do Júlio de Castilhos e do Dante Alighieri para que não haja acúmulo de sujeira e para evitar situações de insegurança nesses locais. No Monumento da Gigia Bandeira, será feito um tapete de piso de basalto para que as pessoas possam se aproximar da escultura. A vegetação existente no canteiro da Gigia Bandeira vai permanecer. Além disso, o projeto prevê a disponibilização de bancos com e sem encosto, diferenciando os locais de maior permanência e os de passagem de pessoas.

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Praça para a família

Ao mesmo tempo em que a presença dos moradores de rua acaba sendo vista como um dos motivos para a revitalização, a prefeitura quer atrair as famílias para a praça. Para isso, pretende erguer um playground e um espaço pet perto da Marquês do Herval. Conforme Akemi, o espaço pet e os brinquedos são importantes para atrair pais e seus filhos e donos de animais de estimação, o que seria uma tendência mundial.  O playground priorizará a instalação de brinquedos lúdicos, diferentemente dos tradicionais balanços e gangorras. A proposta prevê para o espaço pet uma lixeira especial e um bebedouro para animais de pequeno porte.

Transferência do CAT

O Centro de Atenção ao Turista, inaugurado em 2016 na esquina da Sinimbu com a Montaury, será levado para o interior da praça e ganhará um pergolado. Conforme o anteprojeto, a edificação hoje compromete a circulação de pessoas, pois está na beira da praça e deixa pouco espaço na calçada para cadeirantes e pedestres.

Banheiros

Os banheiros subterrâneos terão acesso apenas para funcionários da prefeitura que trabalham na Praça. Sobre os antigos banheiros, será construído um posto da Guarda Municipal. Ao lado, haverá um banheiro para a família. Do outro lado da praça, quase na esquina da Júlio com a Marquês do Herval, serão erguidos novos banheiros para o público em geral. A justificativa para essas obras é de que as pessoas não se sentem confortáveis para usar o banheiro subterrâneo, uma vez que o acesso para homens e mulheres é o mesmo e a falta de visibilidade estimula insegurança.

Museu a céu aberto

O museu terá painéis com fotos e textos sobre a história da praça em dois canteiros defronte ao chafariz. As dimensões, disposição e história dos totens foram concebidos com a consultoria da Secretaria da Cultura e do Arquivo Histórico Municipal, segundo a prefeitura.

Custo da obra

O secretário de Planejamento, Fernando Mondadori admite que a obra não será barata para o contribuinte. Entretanto, diz que ainda não foi possível estabelecer um orçamento, uma vez que a reforma ainda é um anteprojeto.

Ciclovia

A quadra da Avenida Júlio de Castilhos, na frente do comércio de rua, terá construída uma ciclovia. Segundo a secretária do Planejamento, Mirângela Rossi, o espaço integrará um sistema maior, que começa em São Pelegrino, passa pela Estação Férrea, segue pela Júlio e vai até o Monumento do Imigrante. Mesmo que a ciclovia completa não tenha prazo estimado, a faixa na frente da praça será viabilizada com a reforma deste ano.

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Corte de árvores

Serão inevitáveis corte de árvores e remoção de plantas da praça. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) ainda não analisou o projeto e não há número definido de quantas derrubadas serão necessárias. Contudo, a Guarda Municipal já havia alertado que a arborização abundante da praça atrapalha o monitoramento e a tendência é de que a cidade tenha uma Dante Alighieri com mais concreto do que verde.  As alamedas permanecerão com o mesmo número de árvores já existentes. O projeto prevê o menor impacto na vegetação já existente para tentar manter os exemplares que hoje estão na praça. As árvores que devem ser retiradas no projeto ficam no “miolo” da praça e isso será feito para melhor abrigar os eventos e o público, segundo o anteprojeto.

— O projeto ainda não foi apresentado junto a Semma, ele será depois licenciado. Neste momento, os técnicos farão a avaliação. As árvores que são imunes ao corte, estão todas preservadas. As que puderem ser transplantadas, serão. As que não puderem, serão plantadas em outros locais na compensação (ambiental). Neste momento, não tem como confirmar, mas pelo anteprojeto será preservado o maior número de árvores — diz a titular da Semma, Patrícia Rasia.

Postes e equipamentos

Postes antigos serão substituídos por equipamentos de iluminação de LED, mas manterão o estilo usado ao longo da história da praça. Da mesma forma, bancos velhos serão trocados por materiais melhores. A arquiteta Akemi diz que a ideia é fazer um reaproveitamento de material e, o que não servir para o novo conceito da praça, será reutilizado em outros pontos de Caxias. Alguns bancos serão reformados e poderão ser reaproveitados na Praça Dante Alighieri, já os postes precisarão ser trocados, pois as estruturas existentes não suportam o  sistema LED.


 
 
 

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