Estudantes do IFRS trabalham pelo futuro do transporte e alunas criam unidades meteorológicas - Geral - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Projetos 07/05/2019 | 08h30Atualizada em 07/05/2019 | 08h30

Estudantes do IFRS trabalham pelo futuro do transporte e alunas criam unidades meteorológicas

Entre as diversas atividades desenvolvidas pelo instituto em Farroupilha, uma delas é especial: o projeto Praticando Ciências no 9º ano 

Estudantes do IFRS trabalham pelo futuro do transporte e alunas criam unidades meteorológicas Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O que mais incomoda estudantes e professores de universidades e institutos federais é o enquadramento de que as instituições são focos de balbúrdia, segundo classificação do ministro da Educação. É um equívoco. 

No campus de Farroupilha, por exemplo, 10 acadêmicos dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia de Controle e Automação se dedicam a descobrir soluções para o futuro do transporte. É uma atividade que exige muito estudo, prática e perseverança. 

Richard Alan Tosetto, 28 anos, morador de Bento Gonçalves, integra e coordena a equipe Lanceiros Negros, que trabalha num protótipo de eficiência energética. A ideia consiste em construir um veículo leve o suficiente para economizar combustível. Egresso da escola pública, Tosetto é aluno do IFRS há três anos. 

Em 2018, ele e colegas desenvolveram um baja, veículo usado em disputas entre estudantes de engenharia. Neste ano, o desafio é ainda maior e o grupo trabalha pesado para participar em setembro do Shell Eco-marathon da Shell Brasil, competição que desafia estudantes a projetar e construir veículos que percorram a maior distância com a menor quantidade de energia. 

Segundo o professor e coordenador de Pesquisa e Inovação do IFRS Farroupilha, Rafael Corrêa, o chassi do protótipo é de alumínio e a estrutura externa privilegiará plástico. Os acadêmicos usam motor de baixa potência. A atividade, portanto, requer muito estudo, prática e checagem de resultados. A indústria, por sua vez, absorve o conhecimento para produzir veículos mais eficientes e todos saem ganhando. 

– É o segundo projeto que desenvolvemos. As empresas acompanham as equipes e identificam alunos para o mercado de trabalho, pois as ideias acadêmicas são inovadoras. Estudar no IFRS é interessante porque há cursos técnicos, temos maquinário, coisas que não tem em outras faculdades. Aliás, o nosso projeto ficará na faculdade e outros alunos poderão usar para trabalhos de aula – conta.

No projeto do baja, a equipe conseguiu patrocínio de empresas para ferramentas e peças automotivas. Neste ano, há dúvidas de como será apresentado o protótipo devido ao corte de verbas.

– Esse ano precisaria de transporte para ir ao evento,  mas não sabemos se vai ter – diz o professor Rafael.

Alunas estão criando unidades meteorológicas

Entre as diversas atividades desenvolvidas pelo IFRS em Farroupilha, uma delas é especial: o projeto Praticando Ciências no 9º ano - Meninas na Ciências, que já beneficiou cerca de 50 alunas desde 2017. A atividade leva estudantes na faixa dos 14 anos para estudos e práticas científicas nos laboratórios do IFRS. Lá, elas vivenciam o dia a dia do Ensino Superior e aprimoram o conhecimento com equipamentos que não estão disponíveis em escolas públicas. O Meninas na Ciências quer desmistificar o conceito de que exatas é território de homens. 

¿Praticando Ciências no 9º ano ¿ Meninas na Ciências¿, é realizado desde 2017 em Farroupilha. O projeto incentiva alunas do último ano do ensino fundamental do município a terem contato com estudos e atividades científicas através de práticas realizadas nos laboratórios do campus.
Foto: Nícholas Fonseca / divulgação

Neste ano, o Praticando Ciências foi suspenso temporariamente para dar lugar um projeto ainda mais bacana e desafiador. Segundo a mentora e coordenadora do projeto de extensão do IFRS Delma Tânia Bertholdo, cerca de 15 alunas de quatro escolas do Ensino Fundamental e de uma escola do Ensino Médio trabalham para criar estações meteorológicas automatizadas. Com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o grupo vai montar as unidades dentro dos colégios e, a partir de 2020, monitorar o clima. Para isso, precisam aprender sobre as variáveis climáticas e leituras de sensores, entre outros. 

– O projeto é para dois anos de trabalho e neste ano é a parte mais pesada, que é a montagem. Como já temos recursos definidos do CNPq, tudo vai dar certo – diz a professora Delma.

Vinicius Grazziotin De Cezaro, diretor-geral da Secretaria de Educação de Farroupilha, teme perder um importante parceiro da prefeitura. Ele cita as formações continuadas dos 700 professores da rede municipal. 

–  São cursos gratuitos, pois se tratam de dois entes públicos. O corte afeta toda uma cadeia e podemos perder um parceiro importante – lamenta.

Leia também:
Secretária que deixou cargo após vazamento de áudio volta ao comando do esporte em Caxias
Estudante de Direito que morreu em acidente em Caxias será sepultada em São Luís da 6ª Légua 
Rocam é chamada contra os furtos de veículo em Caxias do Sul


 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros