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Rede estadual06/05/2019 | 17h18Atualizada em 06/05/2019 | 17h18

Após protestos pela falta de professores na rede estadual em Farroupilha, 4º CRE afirma que está contratando

Apenas quatro das 11 escolas estão com quadro completo de funcionários

Após protestos pela falta de professores na rede estadual em Farroupilha, 4º CRE afirma que está contratando Guilherme Dolne / Divulgação /Divulgação
Estudantes protestaram na última quinta e no sábado pedindo mais professores nas escolas Foto: Guilherme Dolne / Divulgação / Divulgação

Após as mobilizações de alunos e professores de escolas estaduais de Farroupilha ao longo da última semana, a 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE) anunciou que está contratando novos servidores para as escolas que estão com quadro incompleto de profissionais desde o início do ano letivo. No entanto, ainda não existe um prazo para que eles sejam nomeados e comecem a trabalhar nas instituições de ensino.  

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As escolas também enfrentam falta de serventes de limpeza, merendeiras e outras funções. Inicialmente, a medida emergencial adotada pelo Estado foi o remanejamento de pessoas que trabalham em outros setores, como bibliotecas e secretarias, para as salas de aula sem docentes. Mas a ação causa prejuízos, porque esses setores não funcionam em determinados turnos enquanto os servidores dão aula como professores substitutos. 

Uma das escolas que passa por essa situação é o Colégio São Tiago, que atualmente aguarda pelo menos cinco professores, nas áreas de Filosofia, Sociologia, Química e dois de séries iniciais do Ensino Fundamental, além de três serventes de limpeza e duas merendeiras. 

— Nós estamos com a secretaria fechada. Uma escola de 1,2 mil alunos e não temos nenhum secretário trabalhando, pois ou ele ou atende a turma ou fica no seu setor. Todos os prazos (para a chamada de novos professores) já caducaram, o que nos incomoda é a morosidade  em chamar os docentes, a cada dia que eles conseguem levar com a barriga para frente eles estão reduzindo despesas — desabafa a diretora do Colégio São Tiago,  Eglai Souza, a maior escola de Farroupilha.

Por situação semelhante passa outra escola do município, o Colégio Estadual Farroupilha, que tem cerca de 850 alunos e está com falta de professor de Português, um servente de limpeza e duas merendeiras. 

— Não temos merenda no turno da noite porque só temos uma funcionária que trabalha durante a manhã e tarde, isso acontece com a secretaria nesse turno, que tem que ser fechada porque o titular está substituindo o professor - afirma a vice-diretora do turno da tarde, Joice Colbeich. 

Até agora, de acordo com a 4º CRE, quatro das 11 instituições de ensino estão com o quadro completo: as escolas estaduais de Ensino Médio Júlio Mangoni, Olga Ramos Brentano, Padre Rui Lorenzi e São Pio X. A titular da 4º CRE, Janice Moraes, reconhece que o processo para a contratação de novos servidores é lento e burocrático, mas destaca que gradualmente todas “as demandas estão sendo atendidas”. Janice salienta que, além do remanejo de servidores, a contratação de novos professores está sendo encaminhada. 

— O processo é um pouco lento sim, porque depois da necessidade constatada, vai até a Secretaria de Educação, é publicada a vaga no site da educação, depois a fase de classificação e então é feito o contato com as pessoas, apresentação de documentação e publicação no Diário Oficial. Se tudo ocorresse da forma como gostaríamos, levaria no máximo uma semana, mas a gente sempre enfrenta alguma barreira - justifica Janice. 

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