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Incêndio14/04/2019 | 17h36Atualizada em 14/04/2019 | 17h40

Treze cães morrem em um incêndio em Caxias do Sul

Animais estavam sob a guarda de Sheila Mendes, em uma moradia de aluguel, no bairro Altos de Galópolis

Treze cães morrem em um incêndio em Caxias do Sul Felipe Nyland/Agencia RBS
Por volta das 11h30mim de domingo, bombeiros atenderam à ocorrência de incêndio, moradora foi resgatada com vida Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Clima de tensão no final da manhã deste domingo termina em tragédia, porque uma casa  no bairro Altos de Galópolis, interior de Caxias, pegou fogo por volta das 11h30min. Os bombeiros atenderam ao chamado, mas quando chegaram ao local, cerca de 10min depois, conforme relatos dos vizinhos, a casa já estava praticamente destruída. 

De pé, apenas parte da base da casa, no porão, e o banheiro, que ficava na parte de cima, ambos feitos de alvenaria. Aliás, foi no banheiro que a moradora Sheila Mendes escondeu-se quando começou o incêndio. Sheila mantinha quase 100 animais na casa, divididos, em parte no andar de cima, no porão e no pátio. Sheila foi resgatada com vida, e assustada, teria sido vista por moradores do local, caminhando em direção ao centro de Galópolis. Por volta das 16h30min, ela teria sido encaminhada para atendimento ambulatorial.

Conforme reportagem do Pioneiro, publicada no dia 29 de março, não haviam indícios de maus tratos aos cães, segundo relato do comandante da Patram, tenente Claudiomiro Trindade Costa. Mesmo assim, Sheila foi notificada pelo órgão e teria de deslocar os cães para um espaço mais adequado e destiná-los para a adoção. Entidades de proteção aos animais já haviam resgatado onze cães ainda durante a última semana. Estima-se de que morreram 13 cachorros carbonizados. Em torno de 20 animais teriam fugido do local, acuados, e pelo menos outros 13 teriam sido resgatados com vida e encaminhados a lares temporários.

As causas do incêndio ainda são incertas, e nem mesmo a experiência dos bombeiros consegue avaliar de que forma isso teria ocorrido, porque ao chegarem ao local as chamas já haviam consumido quase toda a casa. O proprietário do imóvel, Jonas Luis da Silva, metalúrgico, 32 anos, disse que alugou a casa há cerca de um mês para Sheila.

— Quando aluguei a casa ela me disse que tinha uns 50 cachorros, mas que a intenção dela era ficar apenas com 15, pois só esses eram dela. Eu nem sei o que te dizer, me mudei de casa para alugar esta, e assim ficar mais perto do meu trabalho e agora perdi a minha casa —resigna-se Jonas Silva.

Segundo informações de Silva, e também dos vizinhos da casa da frente, o casal de enfermeiros Rafael e Fernanda de Carvalho, o incêndio teve origem em um curto circuito em um aparelho de mosquito que estava conectado à tomada. No entanto, esta teria sido a explicação dada a eles por Sheila.

— Viemos aqui para fora de casa, quando meu filho veio para o pátio buscar um brinquedo. Aí meu marido viu que tinha fumaça na casa dela (Sheila) — conta Fernanda de Carvalho, 31 anos, vizinha de Sheila.

O marido descreve como a salvou e da surpresa em saber de que haviam ainda dezenas de cães na sala da casa.

— Eu arrombei a porta da frente e logo vi que tinham chamas por toda parte. Vi sair pelo menos uns dez cachorros e dois gatos de dentro da casa, e que fugiram pelo mato. Eu não tinha como entrar na casa, então salvei ela pela janela do banheiro — relata Rafael Carvalho, 33 anos.

Quando os bombeiros entraram no porão da casa, também surpreenderam-se com mais dezenas de animais que fugiram apavorados com as chamas. Ainda é incerto o número de cães, com vida, que podem estar desaparecidos. Estavam presentes no local as seguintes ONG's Na Rua Nunca Mais, Dog Spa, Vagner Táxi Dog, Peludos em Apuros e SOS Peludos. Até o final do dia, nenhum representante da Secretaria do Meio Ambiente (Semma) teria ido averiguar a ocorrência.

Patrícia Rasia, secretária da Semma, afirmou ao Pioneiro de que esta segunda-feira (15) pela manhã uma equipe especializada estará no bairro Altos de Galópolis para apurar o que ocorreu e também para contribuir nas buscas dos animais que por ventura ainda estiverem perdidos.

— Quando ocorrem situações como essa, seja perigo de vida para animais ou maus tratos, e não for em horário comercial, de segunda a sexta, orientamos que as pessoas procurem a Patram, e se for um local de difícil acesso que informem ainda ao Corpo de Bombeiros — explica Patrícia Rasia.

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