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Futuro Incerto 22/04/2019 | 15h00

Após arquivamento, prefeitura de Canela avalia nova forma de concessão do Parque do Palácio

Projeto desenvolvido por associação foi rejeitado por não prever centro de convenções

Após arquivamento, prefeitura de Canela avalia nova forma de concessão do Parque do Palácio Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Oito meses após retirar da Câmara de Vereadores o projeto de concessão do Parque do Palácio para ampliar as discussões com a comunidade, a prefeitura de Canela ainda não definiu o destino da área verde. Novas formas de parcerias com a iniciativa privada devem ser avaliadas após a rejeição de uma proposta alternativa, apresentada em dezembro pela Associação Amigos do Parque do Palácio a pedido do município. Não há prazo, porém, para que outra proposta seja apresentada.

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O impasse envolvendo a concessão do parque gira entorno da construção de um centro de convenções na área. A lei estadual 13.506/2010, estabelece o empreendimento como condição para o repasse da área do Estado para o município. No ano passado, a prefeitura abriu um chamamento público, que teve uma empresa interessada. Pela proposta, além do centro de convenções, a área ganharia hotel e lojas, em troca da manutenção das áreas de lazer do parque.

A possibilidade de uso da área verde para exploração comercial gerou reação de parte da comunidade. Com os protestos, o município deu prazo de quatro meses para a apresentação de uma proposta alternativa, encaminhada pela Associação Amigos do Parque do Palácio. O projeto, porém, previa construção de anfiteatro e áreas para ações ambientais, entre outras atrações, sem o centro de convenções. Por causa disso, acabou rejeitado pela prefeitura.

— O projeto foi arquivado porque não atendia à cedência do governo do Estado - afirma Paulo Tomasini, secretário de Governança, Planejamento e Gestão de Canela.

A esperança da administração agora é encontrar outro investidor para a área, já que o primeiro desistiu do negócio. Enquanto o novo modelo não é definido, a única certeza da prefeitura é de que ele precisa contemplar o centro de convenções.

— Disso não se abre mão, é uma necessidade. Nesse momento, uma área boa, na entrada da cidade, com acesso viário, é ali. Claro que, se não der, vamos buscar outra alternativa - defende Tomasini.

Integrante da Associação Amigos do Parque do Palácio, Sônia Guimarães lamenta o arquivamento do projeto apresentado pela entidade e reclama da falta de diálogo por parte da administração municipal.

— Fizemos inúmeras tentativas de diálogo, sem sucesso. Foi mais fácil ser recebido pelo governador do que pelo Executivo de Canela. Tínhamos até empresas interessadas - revela.

A reunião com Eduardo Leite (PSDB) ocorreu no fim de março como parte da nova estratégia da associação de viabilizar uma concessão sem o centro de convenções. Outra aposta são as tratativas , já iniciadas com a Assembleia Legislativa, para alterar a lei que oficializou o repasse da área ao município.

—  Achamos que o parque não pode sediar centro de convenções. Não podemos simplesmente construir uma coisa sem que haja estudo técnico de viabilidade. Parque não é lugar de centro de convenção e hotel. É lugar de lazer. Queremos abrir o debate, que as pessoas se manifestem. É isso que esperamos da prefeitura - destaca Sônia. 

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