Alunos, professores e servidores de escolas municipais de Caxias convivem com rachaduras, infiltrações e problemas elétricos - Geral - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Educação09/04/2019 | 09h08Atualizada em 09/04/2019 | 11h52

Alunos, professores e servidores de escolas municipais de Caxias convivem com rachaduras, infiltrações e problemas elétricos

A reportagem visitou cinco estabelecimentos onde estudam 2.132 estudantes que esperam há anos por soluções

Alunos, professores e servidores de escolas municipais de Caxias convivem com rachaduras, infiltrações e problemas elétricos Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Na sala de aula do 8º ano, pela manhã, e do 3º ano, à tarde, da Laurindo Luiz Formolo placas de lata tapam buracos no chão Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O anúncio de reforma na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Arnaldo Ballvê, no final de março, em função de o assoalho ter cedido, acendeu o alerta sobre outras instituições municipais que estão em situação estrutural precária e esperam por obras há anos em Caxias do Sul. A reportagem visitou cinco estabelecimentos que atendem um total de 2.132 alunos, da Educação Infantil ao 9º ano, e constatou problemas como rachaduras nas paredes, infiltrações no telhado, pisos danificados, redes elétricas antigas e deficitárias, entre outras questões. As direções dizem que fazem o que podem com a verba da autonomia escolar, mas, alegam que o dinheiro é insuficiente para atender a demandas maiores e, além disso, que a Secretaria Municipal de Educação (Smed) não permite obras que mexam na estrutura dos prédios.

Enquanto isso, as escolas improvisam como podem, tapando buracos com placas de lata, transferindo alunos para salas improvisadas ou amontoando-os onde chove e adequando espaços. Em um dos estabelecimentos, as obras até começaram, mas foram paralisadas há cerca de três semanas. Nas demais, os trabalhos não iniciaram nem há previsão.

Leia mais
Na Abramo Pezzi, em Caxias, obra esperada há quatro anos iniciou e parou
Laurindo Luiz Formolo tem latas cobrindo buracos nas paredes e no assoalho
Renato João Cesa tem potes para goteiras em toda a escola  

Diante desse cenário de precariedade, reivindicações antigas e comuns a todas as cinco escolas, mas menos urgentes, como o fechamento de quadras de esportes ou a construção onde elas não existem, acabam sendo proteladas indefinidamente. 

As direções questionam a limitação da verba da autonomia escolar que varia conforme o tamanho e número de alunos de cada instituição. Em geral, o recurso é pago em três parcelas no decorrer do ano e serve para aquisição de materiais didáticos, de limpeza e higiene, de expediente, de escritório e manutenção de máquinas e do prédio.

– A gente faz milagres, naquilo que depende da gente. Mas tem coisas que não adianta ter boa vontade. O espaço do corredor reduziu consideravelmente, tem um bifê com água quente. Nesse sentido eles (alunos) correm riscos – disse a diretora Glaucia Helena Gomes, da Atiliano Pingelo, sobre a verba de autonomia.

Leia mais
Na Atiliano Pinguelo, moradores precisam sair para obra começar
A Dezenove de Abril faz reformas por conta própria

Conforme a Smed, as escolas podem destinar um terço do valor repassado a pequenas obras e reparos (como conserto de vidros, pintura, lâmpadas, etc), que não necessitam de licitação. Elas também têm autonomia para destinar o valor arrecadado em mutirões e parcerias para essas pequenas reformas. Obras de maior vulto precisam ser solicitadas à equipe técnica da secretaria. Ainda segundo a Smed, é essa mesma equipe, composta por dois engenheiros civis, um engenheiro eletricista e dois arquitetos, a responsável pela avaliação das estruturas das escolas municipais. Ao constatar um problema, os profissionais interditam a estrutura. O trabalho da equipe funciona sob demanda, conforme solicitação das escolas.

A prefeitura apontou obras na Escola de Educação Infantil Crescer e Aprender, no bairro Santa Lúcia Cohab, num investimento de mais de R$ 820 mil, a construção de três escolas infantis, no valor de R$ 1,2 milhão cada, nos bairros Desvio Rizzo (loteamento Guadalupe), São Caetano e Nossa Senhora do Rosário, a cobertura da quadra de esportes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Ramiro Pigozzi, no bairro Esplanada, que está em fase de recurso da licitação.

Além disso, existem projetos prontos para elaboração de licitações para a reforma da EMEF Dolaimes Stédile Angeli (Caic), no bairro Centenário (construção de gradil de concreto armado pré-moldado), rampa de acessibilidade na EMEF São Vicente de Paulo e reforma no telhado da Escola de Educação Infantil Dolaimes Stédile Angeli. Outros projetos estão concluídos e devem ser encaminhados para a Central de Licitação (Cenlic) em breve: troca do telhado e do piso na EMEF Arnaldo Ballvê, reforma geral da Escola de Educação Infantil Alaíde Monteiro, melhorias na quadra de esportes, incluindo fechamento lateral da Escola Municipal Zélia Rodrigues Furtado.

Leia também:
Prefeitura de Caxias encaminha projeto para regulamentar serviços funerários
Tabela que reduziu salários de profissionais de entidades não será alterada em Caxias do Sul

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros