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Depois da depredação13/02/2019 | 14h32Atualizada em 13/02/2019 | 14h32

Parte das obras da concha acústica de Farroupilha desaba

Queda de estrutura ocorreu após temporal da segunda-feira (11)

Parte das obras da concha acústica de Farroupilha desaba  Francis Casali/Divulgação
Foto: Francis Casali / Divulgação
Gaúcha Serra

 Parte de uma parede da Concha Acústica, que está sendo construída no Largo Carlos Fetter, em Farroupilha, desabou após o temporal na última segunda-feira (11). Grande parte da estrutura foi reduzida a escombros. O espaço já vinha sofrendo com vandalismo e atraso na entrega da obra.  

Obras da Concha Acústica de Farroupilha desmoronam
Foto: Francis Casali / Divulgação

Com a queda da estrutura, ficaram destruídos parte do palco multiuso, as rampas de acessibilidade e o piso de acesso aos camarins e banheiros. 

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Conforme o secretário de Turismo e Cultura de Farroupilha, Francis Casali, técnicos e fiscais da prefeitura estão montando um relatório sobre as causas do desabamento, para determinar se os danos foram causados pelo mau tempo ou por possíveis falhas de estrutura.  A previsão é de que esse relatório seja finalizado até a próxima sexta-feira (15), quando o município irá avaliar as providências a serem tomadas. 

Casali ainda afirma que, como a obra ainda não foi entregue ao município, ela segue de responsabilidade da empresa que está construindo a estrutura. Ela foi notificada ainda na terça-feira (12).  

A Nakatomi do Brasil, responsável pelas obras, se manifestou por meio do seu gestor, Max Vargas. Ele defendeu que a queda foi motivada pela ação dos fortes ventos sobre a estrutura. Conforme Vargas, o formato da côncavo da concha também propiciou a queda, já que teria funcionado como uma “vela” inflada.  

– É provável que se a cobertura já estivesse instalada, a ação do vento teria sido muito pior, justamente pelo formato côncavo da concha – reitera o gestor.  

Sobre a reconstrução da estrutura e a limpeza do local, a empresa afirma que vai esperar um posicionamento da prefeitura quanto ao caso. Conforme Vargas, a empresa não pode ser responsabilizada, pois executou a obra conforme o projeto desenvolvido pelo próprio município, seguindo todos os itens que constam no memorial descritivo e na planilha orçamentária. 

Além disso, segundo a empresa, essa parte da obra já estava entregue. Pois já teriam sido feitas medições e a prefeitura já teria repassado os valores referentes a essa parte do trabalho. A expectativa de Vargas é de que agora o município lance um aditivo de valores para a reconstrução da estrutura e também dê um prazo maior para a entrega total da obra. Vargas também questionou o projeto desenvolvido pela prefeitura.  

- Espero que a prefeitura também reveja e mude o projeto a partir de agora, para evitar que esse tipo situação aconteça novamente – Defendeu o gestor. 

A estrutura, que ficará em uma área aberta ao lado do Sindilojas, faz parte do projeto de construção do Centro de Eventos Largo Carlos Fetter e tinha prazo de entrega definido para a última semana de março. Porém, com os danos causados, a previsão da prefeitura é de que a entrega atrase novamente.  

 
 
 

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