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Mobilização09/02/2019 | 18h17Atualizada em 09/02/2019 | 18h18

Mutirão une gerações e gera reencontros em ação de limpeza e restauro de Cristóvão, em Caxias

Ex-estudantes, professores e alunos se mobilizaram para realizar melhorias na parte externa da escola

Mutirão une gerações e gera reencontros em ação de limpeza e restauro de Cristóvão, em Caxias Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Mais de 100 pessoas colaboraram com pequenos restauros no Instituto Cristóvão de Mendoza neste sábado Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
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Nem todas as escolas conseguem inspirar o espírito de afeto em seus alunos e funcionários como o Instituto Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul. A prova do quão marcante é o impacto de  estudar no maior colégio da cidade pôde ser notado neste final de semana, quando mais de 100 alunos se envolveram em uma ação de limpeza e pequenos restauros na instituição.

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De ex-alunos a atuais, de professores a pais de estudantes e até pessoas sem ligação com o instituto, todos se mobilizaram com objetivo em comum: compensar o descaso de mais de uma década do Estado, que permitiu com que a escola que já teve 4 mil alunos hoje mal consiga proporcionar estrutura mínima para seus menos de mil estudantes.

— Não foi algo só nosso. Veio da comunidade toda, que nos ajudou com os materiais e até gente que nem tem vínculo com a escola que decidiu ajudar — comenta Anderson Borges, 18 anos, aluno do 3° ano e um dos organizadores da ação.

Pessoas que nem se conheciam dividiram espaços, materiais e incentivo. A professora da rede particular, patrícia de Oliveira, 36 anos, que estudou no Cristóvão entre 1997 e 1999, foi uma das pessoas que fez questão de colaborar na ação justamente pelos vínculos que ali formou no passado.

— Tenho grupo de amigas que até hoje nos encontramos. Essa ação é uma forma de retribuir a tudo que conquistei depois de ter saído do Cristóvão. Eu e uma ex-colega até estávamos passeando pelos corredores, relembrando de coisas e ao mesmo tempo triste com a condição da escola — comenta.

Ela ressalta que o fato de ser professora também foi um fator que influenciou em motivá-la a participar do mutirão:

— É se solidarizar pelos colegas, funcionários e alunos. Sou professora de escola particular, onde o cenário é bem diferente. Também me incentivou muito a ótima organização e a empolgação dos estudantes para a ação — acrescenta.

Ao seu lado, a estudante do 3º ano, Milena Oliveira de Siqueira, 17 anos, também ressaltou a participação como forma de retribuir o acolhimento que recebeu quando chegou à escola, em 2016:

— Fui muito bem acolhida aqui, o ambiente da escola é muito bom. A única coisa é a estrutura mesmo. E como a escola é nossa, decidi tentar ajudar — afirmou.

A  analista de produtos Luciane Mallmann Pretto, 38 anos, estudante do Cristóvão de 1987 a 1998, que participou ativamente da organização, afirma que esse foi um primeiro passo. 

— É a primeira vez que foi realizada uma ação assim. Vamos tentar manter e fazer mais: quem sabe trocarmos fechaduras, vidros, tampas de vasos e outras coisas que podem ser feitas sem interferir na estrutura — explicou.

E complementa:

— É bonito ver isso. Abrimos mão de nosso sábado e todos se mostraram muito solícitos. Conseguimos tanta comida que doamos parte para o Lar da Velhice (São Francisco), ou seja, foi criada uma corrente do bem de certa forma.

Poder público não facilitou

Voluntários relataram à reportagem que foi solicitado apoio da Codeca para coleta dos resíduos recolhidos e separados na ação, porém, a empresa informou que não poderia acessar as dependências da escola por se tratar de uma área do Estado. Por esse motivo, todo o material foi colocado em sacos nas vias mais próximas ao Instituto Cristóvão de Mendoza.

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