"Pena é agravada pela omissão de socorro", diz delegado de Caxias sobre fugas de acidentes - Geral - Pioneiro

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Ocorrência12/12/2018 | 14h42Atualizada em 12/12/2018 | 14h59

"Pena é agravada pela omissão de socorro", diz delegado de Caxias sobre fugas de acidentes

Responsabilização judicial da autoria de um acidente de trânsito em que há fuga é elevada

"Pena é agravada pela omissão de socorro", diz delegado de Caxias sobre fugas de acidentes Altamir Oliveira/Rádio Estação Fm
Acidente que vitimou Fábio Gallina, 43 anos, envolveu fuga do local: motorista abandonou o carro na BR-470 Foto: Altamir Oliveira / Rádio Estação Fm

Segundo o titular da Delegacia de Trânsito, Rodrigo Kegler Duarte, a maior parte das investigações que envolve fuga do local do acidente é solucionada com a ajuda de imagens de câmeras de monitoramento e denúncias anônimas. 

— Geralmente, a delegacia recebe uma informação anônima informando a autoria e a placa do veículo, o que contribui bastante para a investigação_ afirma.

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A decisão de não ficar no local do crime implica, muitas vezes, na omissão do socorro - nem todos acionam socorro com medo de serem responsabilizados pelo acidente. Mas a responsabilização judicial da autoria de um acidente de trânsito em que há fuga é elevada, lembra Duarte.

— Os casos mais recorrentes são os acidentes rotineiros, muitas vezes com lesão corporal, onde há atropelamento e fuga. Por isso, a lesão corporal que o autor responderia é agravada pela omissão de socorro. São inúmeros casos assim, é bastante recorrente_ avalia.

— A maioria das ocorrências onde ocorre a evasão do local do acidente de trânsito são situações da esfera administrativa que, pelo simples ato da fuga de uma das partes, ganham o aspecto criminal com consequências bem mais desfavoráveis aos envolvidos_ explica o policial rodoviário Mateus de Paula, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Caxias.

Casos em que o motorista provoca o acidente e não envolve outra pessoa, como bater em muros ou postes, e foge, responsabilizam igualmente o condutor, segundo o delegado Rodrigo Duarte.

— Nesses casos, em que ocorre muito bater no muro ou em um poste e fugir, fica evidenciado que o condutor estava embriagado e fugiu para evitar uma responsabilização. Mas ele não fica imune, ele é submetido a um termo circunstanciado, remetido ao judiciário e vai ser submetido a uma pena também_ ensina Rodrigo. 



 
 
 

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