Após liberação, moradores de prédio de Farroupilha não pretendem retornar imediatamente - Geral - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Incêndio na Serra29/12/2018 | 16h51Atualizada em 29/12/2018 | 16h51

Após liberação, moradores de prédio de Farroupilha não pretendem retornar imediatamente

As salas comerciais também estão liberadas

Após liberação, moradores de prédio de Farroupilha não pretendem retornar imediatamente Raquel Fronza / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Raquel Fronza / Agência RBS / Agência RBS

 Ainda que Bombeiros e Defesa Civil tenham liberado para habitação parte do edifício Vêneto, em Farroupilha, não há previsão para que os moradores voltem aos apartamentos. Eles aguardam o restabelecimento de água, luz e gás, além de limpeza interna do prédio. Treze dos 16 imóveis têm liberação de ocupação. Neste sábado, os vizinhos se reuniram para compartilhar os próximos passos do retorno ao lar. As salas comerciais também estão liberadas. Alguns moradores ainda se sentem receosos em voltar ao prédio que foi alvo de explosão e incêndio na última quarta-feira, mas são unânimes em dizer que é uma etapa dolorosa e necessária.

 Leia mais
Após incêndio, bombeiros resgatam moradores em prédio de Farroupilha
"Parecia que tinham jogado uma bomba", conta empresário que ouviu a explosão em prédio de Farroupilha 

— Eu pretendo voltar a morar assim que liberar o gás. A água e luz eu restabeleço apartamento por apartamento, é rápido. Mas o gás não temos previsão — resume o síndico Nivaldo de Bortoli.

Na tarde deste sábado, ocorreu a primeira reunião presencial entre moradores para tratar sobre o assunto - até agora, as informações entre as 16 famílias eram trocadas por grupo de WhatsApp. 

—A ficha não caiu ainda. Nós somos uma grande família, só conseguimos pensar agora no estado de saúde da nossa vizinha. Estamos apreensivos, ansiosos, e a vizinha no hospital em estado grave não sai da nossa cabeça_ afirma Bortoli.

Entre os vizinhos, há quem esteja ansioso para o retorno e quem cogita adiar um pouco a volta. É o caso da moradora do 401, Sônia de Bona. 

— Não há menor condição de voltar a morar hoje lá. Falta estrutura. Meu apartamento está com infiltração, tem pó por todo lugar, cheiro forte no prédio. Há muitas portas de acesso quebradas nos apartamentos. Para habitar, está impossível_ afirma.

Se os moradores lidam com mais cautela em relação ao retorno, comerciantes que ocupam as salas do prédio já começavam a limpeza na tarde deste sábado. Caso do proprietário da lanchonete que fica no térreo, Primo Marmentini - ele também é o dono do Corolla que foi destruído com a queda dos destroços do prédio.

—Segunda-feira eu já abro as portas. Poderia fazer isso hoje, mas estamos ainda digerindo a situação_ justifica.

Com exceção dos apartamentos que seguem interditados (202,302 e 402), os moradores têm autorização para acessar o prédio e buscar pertences a qualquer momento. Há seguranças que vigiam o local para impedir furtos ou invasões. Neste sábado, a moradora do primeiro andar Maristela Silvestrin checava as condições do apartamento. Fora de casa desde a última quarta-feira, ela aproveitou para buscar mais pertencentes. No dia da explosão, ela usou os pouco mais de 15 minutos para buscar roupas, celular, bolsa e a calopsita que resistiu à ocorrência. A sensação de alívio agora se mistura à ansiedade de voltar para casa.

— Não temos medo de voltar porque se os bombeiros liberaram, é porque tem condições disso. Vou ver a possibilidade de retornar e quando tiver gás, a gente volta_ prevê.

Os apartamentos 302, em que houve a explosão, e 202 e 402, permanecerão interditados já que a estrutura sofreu abalos. Também permanecerá isolada a área da marquise, que ainda precisa de obras de recuperação, e meia pista da Avenida Independência e da Rua Rui Barbosa, já que ainda há risco de pedaços do prédio desabarem.


 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros