Após baderna, Brigada Militar anuncia "choque de ordem" na Estação Férrea, em Caxias - Geral - Pioneiro

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Confusão18/12/2018 | 14h58Atualizada em 18/12/2018 | 15h58

Após baderna, Brigada Militar anuncia "choque de ordem" na Estação Férrea, em Caxias

Medida será tomada ao longo dos próximos finais de semana, para prevenir episódios de algazarra e violência na região 

Após baderna, Brigada Militar anuncia "choque de ordem" na Estação Férrea, em Caxias Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O reforço do policiamento ostensivo no Largo da Estação Férrea - na Rua Augusto Pestana, no trecho entre Coronel Flores e Marechal Floriano – será feito com a intenção de aumentar a segurança na região após o tumulto registrado entre a noite de sábado (15) e a madrugada de domingo (16), em Caxias do Sul. O monitoramento será feito pela Companhia de Operações Especiais (COE) da Brigada Militar (BM).  A medida foi anunciada a partir de reunião realizada entre comerciantes da área, Câmara de Vereadores, Brigada Militar e órgãos da prefeitura, na tarde de segunda-feira (17). 

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A Brigada Militar, no entanto, enfrenta dificuldades para lidar com a falta de policiais para dar conta de operações e outras ações de repressão em todo o município ao mesmo tempo em que direciona um contingente maior de soldados para a Estação Férrea. Existe a preocupação com a própria integridade dos policiais nos casos de pouco efetivo disponível e grande quantidade de pessoas. No final de semana, os policiais foram alvo de objetos atirados por um grupo de pessoas no local. Uma viatura da BM foi danificada e os policiais precisaram de reforço e uso de armamento não letal para dispersar a confusão.   

Assim, apesar do anúncio do “choque de ordem”, o subcomandante do 12º BPM, Major Emerson Ubirajara não cogita, neste momento -  diante do efetivo disponível, implementar uma força-tarefa permanente no Largo da Estação, 

— Nós vamos, nos próximos finais de semana, dentro das nossas possibilidades, adotar o que chamamos de choque de ordem.  Vamos tomar o local, para que as pessoas que não têm interesse em cometer delitos possam aproveitar os bares, restaurantes e boates que existem no local — destaca Ubirajara.  

Contudo, a Brigada Militar reafirma que apenas a presença de policiamento ostensivo não irá solucionar o problema da violência no local.  

— O problema da Estação passa muito mais pela infraestrutura do que a presença de policiais. É preciso que se invista no local e que seja revitalizado. Ali na Rua Augusto Pestana é um espaço muito pouco iluminado, propício para o consumo de drogas e de violência. As pessoas não podem se sentirem confortáveis para cometer delitos  — diz.  

Apesar da BM considerar inviável a realização de uma força-tarefa integrada, a ação é uma das medidas propostas pela direção da Guarda Municipal – que não foi convidada a participar da reunião que discutiu ações para o Largo – para aumentar a fiscalização na Estação. Segundo o diretor interino do órgão, Cristiano Marcos Vitali, a integração entre os órgãos de segurança fundamental para dar suporte, pois a Guarda sozinha também não teria condições de destinar efetivo para o local.  

—  Precisamos de pelo menos quinze guardas, como fazíamos em outros momentos na Estação. Hoje, se estiver uns seis guardas por ali, é ruim exatamente por conta do risco (à integridade dos profissionais). Só vejo uma saída: fazer uma força-tarefa com todas as instituições de segurança, pois é uma questão de efetivo – destaca Vitali.   

“Isso é uma falta de respeito com o movimento comunitário” 

A reunião realizada entre órgãos de segurança pública e prefeitura não contou com a presença de representantes de associações de moradores de bairros situados no entorno do Estação. A ausência do convite provocou desconforto no presidente da Associação de Moradores do bairro São Pelegrino, Vanderson Alex dos Santos Lopes.   

— Isso é uma falta de respeito com a Amob, a maior interessada no assunto, que recebe informações e repassa para a comunidade, pois precisamos dar a resposta para as pessoas na rua.  Não nos comunicaram da reunião, a gente tenta marcar encontros e não nos dão retorno. A prefeitura não respeita o movimento comunitário e faz retaliações - ressalta Lopes.

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