Um mês após fechamento de Postão, pronto-atendimentos registram aumento de demanda entre 10% e 20% - Geral - Pioneiro

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Impacto na saúde17/11/2018 | 14h30Atualizada em 17/11/2018 | 14h30

Um mês após fechamento de Postão, pronto-atendimentos registram aumento de demanda entre 10% e 20%

Movimento maior nas emergências dos hospitais foi na primeira quinzena após PA 24 Horas fechar para reformas

Um mês após fechamento de Postão, pronto-atendimentos registram aumento de demanda entre 10% e 20% Diego Mandarino/Agência RBS
Aviso no Hospital Pompéia orienta sobre serviço prestado pelo SUS na instituição Foto: Diego Mandarino / Agência RBS

Completou neste sábado (17) um mês do fechamento do Pronto-Atendimento 24 Horas de Caxias para reformas que devem durar seis meses. Desde então, a referência para pacientes passou a ser a UPA da Zona Norte, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e, em casos mais graves, os hospitais. Um dos principais temores era de que o fechamento do Postão impactasse nas emergências dos hospitais, o que inicialmente ocorreu, mas a situação foi gradualmente normalizada, segundo os diretores das principais instituições que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS) em Caxias.

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Por estar localizado em área central assim como o Postão, o Hospital Pompéia foi um dos principais impactados logo após o fechamento da unidade de pronto-atendimento. O superintendente-geral do Hospital Pompéia, Francisco Ferrer, conta que nos primeiros 10 dias houve aumento de 20% na demanda.

— Mas depois disso voltamos a praticamente o que era antes. A conclusão inicial é que a população entendeu o processo e não temos tido superlotação. A procura por consultas eletivas, que não deve ser hospital, não tem acontecido — destaca Ferrer.

Conforme Ferrer, os números demonstram que o trabalho de orientação, inclusive com placas alertando que o pronto-socorro do Pompéia é só para emergências, demonstram ter surtido efeito.

O diretor técnico do Hospital Geral, Alexandre Avino, também destaca que a demanda espontânea, do paciente que precisa de atendimento e, na maioria das vezes, não é urgente, teve um aumento discreto. Ele chegou a crescer 20%, mas Avino destaca que agora o hospital não opera com sobrecarga.

— Houve um trabalho conjunto entre hospitais e prefeitura com documentos para orientação da população. O corpo de funcionários que recebe pacientes também foi treinado para o melhor redirecionamento e a população está mais consciente — aponta.

Os diretores de hospitais acreditam que a maior parte da demanda está sendo atendida na UPA da Zona Norte e nos postos de saúde. A Secretaria da Saúde ainda não divulgou o balanço atualizado do primeiro mês sem Postão nesses locais, mas somente na UPA da Zona Norte houve incremento de cerca de 10% na demanda durante a última quinzena do mês de outubro, comparativamente aos primeiros 15 dias do mesmo mês, quando o Postão estava aberto. 

Considerando todo o mês de outubro, a média foi de 368 atendimentos diários na UPA 24H, e este serviço tem capacidade física e de profissionais para fazer até 500 atendimentos por dia, segundo o secretário interino da Saúde, Júlio Freitas. A rede básica de saúde ganhou o reforço de 152 profissionais, mas o comparativo da procura nas UBSs ainda não foi divulgado. Segundo a assessoria de imprensa, os dados serão informados nos próximos dias.

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