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Após água voltar05/11/2018 | 17h35Atualizada em 05/11/2018 | 17h35

Samae de Caxias prevê uma semana para conserto de tubulação que rompeu 

Autarquia afirma que volume de água bombeado no momento é suficiente para atender a demanda de Caxias do Sul

Samae de Caxias prevê uma semana para conserto de tubulação que rompeu  Jandyr Nascimento/Agencia RBS
Abastecimento de água ficou interrompido entre a madrugada de sexta e a noite de sábado Foto: Jandyr Nascimento / Agencia RBS

 O conserto definitivo de uma tubulação que bombeia água do Sistema Faxinal em Caxias do Sul e rompeu na última sexta-feira (2) deverá durar uma semana. A previsão é do diretor da Divisão de Água do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Adriano Bolesina, que explica que serão colocados novos blocos de concreto para apoiar e fixar, sobre a rocha, a tubulação que rompeu na madrugada do feriado de Finados. O rompimento ocorreu em uma das duas adutoras que bombeiam água bruta do Faxinal até a Estação de Tratamento do Parque da Imprensa, que abastece atualmente cerca de 60% da população da cidade.

Para retomar o abastecimento, o Samae adotou uma solução provisória no fim de semana, que foi a de fechar a adutora de 50cm de diâmetro que rompeu e liberar o fluxo apenas pela outra adutora, de 70 cm. 

Bolesina explica que o fechamento é apenas neste ponto. As duas tubulações se interligam ao longo da rede. É apenas nesse trecho, do rompimento, que a água flui somente por uma tubulação. Na continuidade da linha, a água volta a fluir nas duas adutoras.

— É como um estreitamento no trânsito de uma rodovia - em função de uma obra, por exemplo - quando o fluxo fica restrito a apenas uma faixa em um ponto específico e, depois, é aberto novamente para todas as pistas — descreve.

Com isso, a perda de vazão por conta do problema é de 10%. Com 90% da capacidade, Bolesina afirma que é possível atender a toda a demanda da cidade. 

O trabalho no local do rompimento, uma área de barranco de uma lavoura de pessegueiros da comunidade de Nossa Senhora das Graças, na 8ª Légua, começou ainda no início da manhã de sexta-feira e se estendeu até a noite do sábado. A água retornou gradualmente às casas ao longo de todo o domingo, dependendo da região.

A intervenção foi demorada, conforme o diretor, devido à dificuldade de acesso com materiais mais pesados e à necessidade de contenção de encosta. A região tem muita lama, e a grande quantidade de chuva do meio da semana passada pode ter colaborado para que a encosta cedesse e provocasse o rompimento da tubulação.

Bolesina explica que a adutora rompida tem cerca de 40 anos e passa por diversas propriedades rurais no interior. É uma situação diferente de redes mais modernas, como a adutora do Sistema Marrecas, que se estende ao longo da Rota do Sol. Essa disposição junto à rodovia facilita o acesso das máquinas quando há necessidade de conserto.

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