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Saúde pública27/11/2018 | 16h02Atualizada em 27/11/2018 | 16h02

Primeiro profissional do Mais Médicos se apresenta em Caxias do Sul

As sete vagas abertas com a saída dos cubanos tiveram inscritos na cidade

Primeiro profissional do Mais Médicos se apresenta em Caxias do Sul Lucas Amorelli/Agencia RBS
Luana dos Reis Fariolli, 27 anos, consultou com clínico cedido pela unidade Santa Lúcia Cohab que atende temporariamente na UBS Tijuca nas tardes de terça e quarta-feira Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

É de Bom Jesus o primeiro profissional dos novos inscritos no programa Mais Médicos do governo federal a se apresentar em Caxias do Sul. Geraldo Cirineu de Boni deixará a rede pública municipal de Vacaria onde trabalha atualmente, já aposentado, para retornar a Caxias, onde fez o Ensino Médio e faculdade.

Especialista em emergência, de Boni, trabalhou no Hospital Pompéia e do Hospital de Pronto-Socorro (HPS) em Porto Alegre até 2005, quando teve um problema de saúde. Depois, passou a atuar no programa Estratégia Saúde da Família (ESF) na Unidade Básica de Saúde (UBS) Barcellos em Vacaria.

– Nos últimos 20 anos estive em Vacaria, mas com aquele eterno sonho de morar em Caxias. Agora, já aposentado poderei realizá-lo – disse o médico.

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O médico esteve na Secretaria de Saúde de Caxias na manhã desta terça-feira onde assinou contrato. Pelo trabalho receberá cerca de R$ 11, 8 mil do governo federal e R$ 2 mil do município – R$ 1,5 mil de auxílio  moradia e R$ 500 para alimentação. Na secretaria, foi informado de que atuará na UBS Salgado Filho, um dos postos que perdeu um profissional recentemente com a saída de Cuba do Mais Médicos. Ele fez questão de ir até a unidade para conhecer a equipe com a qual irá trabalhar. A data de início das atividades dependerá do aval do Ministério da Saúde. Em princípio, ele vai providenciar a mudança e pretende já estar instalado e pronto para assumir o cargo na quinta-feira.

Na tarde desta terça, a UBS Tijuca, que ficou sem nenhum clínico geral com a saída do médico cubano no início da semana passada, o movimento era considerado normal pela equipe. Um médico cedido da UBS Santa Lúcia Cohab passou a atender aos pacientes nas tardes de terça e quarta-feira.

– Fica complicado porque quem fica doente precisa de médico todos os dias – ponderou Luana dos Reis Fariolli, 27 anos, que aguardava para mostrar ao médico o resultado de exames pedidos ainda pelo profissional cubano.

A jovem disse que apesar da dificuldade linguística, gostava do atendimento do médico estrangeiro.

Segundo a Secretaria de Saúde, todas as sete vagas abertas com a saída dos cubanos tiveram inscritos. Além de de Boni, um médico de uma cidade do interior de São Paulo entrou em contato por telefone nesta terça. Ele deve vir à cidade na quinta-feira. Os demais ainda não fizeram contato. Eles têm até o dia 14 de dezembro para se apresentar.

 
 
 

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