Pioneiro 70 anos: seu Armando cresceu com a cidade e com o jornal - Geral - Pioneiro

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70 anos05/11/2018 | 08h46Atualizada em 05/11/2018 | 15h41

Pioneiro 70 anos: seu Armando cresceu com a cidade e com o jornal

Nascido quando o Pioneiro fazia dois anos, Armando Figueiredo é leitor diário do jornal

Pioneiro 70 anos: seu Armando cresceu com a cidade e com o jornal Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Há mais de 25 anos, Armando assina o Pioneiro Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O aposentado Armando Figueiredo, 68 anos, nasceu em 4 de novembro de 1950 – mesmo dia em que o jornal Pioneiro, na época Pioneiro do Sul, completava dois anos. A capa do periódico semanal contrastava duas realidades. No âmbito internacional, as chamadas indicavam um mundo imerso na paranoia da Guerra Fria: entre os destaques, a escolha do general e futuro presidente dos Estados Unidos Dwight Eisenhower como comandante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan); na França, o debate em torno de uma possível aliança com Franco, ditador da Espanha, para defender a Europa contra “os atentados do comunismo”. Já a principal manchete local exaltava a tranquilidade de uma cidade que escolhia a Rainha dos Estudantes, no Clube Juvenil. A mensagem de aniversário do jornal mirava o futuro: “Não se admira se, um dia, o historiador do futuro vier buscar em suas páginas a verdadeira fisionomia e o verdadeiro caráter do povo que fez a grandeza desta região de Caxias do Sul”. 

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Armando veio para Caxias somente 13 anos depois, em 1963, acompanhado da família, que vivia em Florianópolis (SC). Os pais, com 16 filhos, buscavam escapar da vida dura como empregados rurais. A família se estabeleceu no bairro São José e, em 1967, mudou-se para o Marechal Floriano, onde Armando vive até hoje. No dia 4 de novembro daquele ano, quando Armando completava 17 anos e o Pioneiro 19, a capa do jornal já destacava tópicos mais próximos dos nossos dias: “Caxias precisa de mais escolas”, dizia a manchete. O bairro seguia pacato. 

– Aqui era só mato. A primeira casa construída foi a nossa – lembra Armando.

Aos poucos, a vizinhança foi crescendo. Os irmãos conseguiram empregos e Armando também começou a trabalhar, primeiro fazendo bicos enquanto estudava e depois com carteira assinada, em indústrias. Em 1971, decidiu trabalhar por conta, realizando instalações hidráulicas. Aquele ano foi especial: além de abrir o próprio negócio, em fevereiro, em 8 de maio ele se casou na igreja do Pio X com Maria, hoje com 72. Na data, a capa do jornal evidenciava a evolução da cidade: obras de saneamento no bairro Rio Branco e a marca de 22 mil declarações de imposto de renda.

Nos anos seguintes, vieram os filhos: Emerson, 45, Edson, 43 e Aline, 29. Com o crescimento da cidade, o negócio prosperou. Hoje, é a empresa é administrada pelo filho mais novo. Com o hábito de levantar cedo, há mais de 25 anos Armando assina o Pioneiro e, por volta das 5h30min, senta à mesa da cozinha para ler o jornal. Hoje, ele se impressiona com o tamanho de Caxias, ao mesmo tempo em que lamenta os problemas do município:    

–  Tem muito assalto. E tem de melhorar a saúde. 

Mesmo assim, ele garante: não trocaria Caxias por nada.

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