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70 Anos05/11/2018 | 08h36Atualizada em 05/11/2018 | 15h39

Pioneiro 70 anos: quando Caxias virou Capital da Cultura

Caxias venceu as concorrentes Blumenau (SC), Petrópolis (RJ) e Santa Cruz de Cabrália (BA)

Pioneiro 70 anos: quando Caxias virou Capital da Cultura Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Na esteira de conquistas importantes como a inauguração do Centro de Cultura Ordovás (2001), a criação do Financiarte (2003) e a revitalização do Largo da Estação Férrea (2006), Caxias do Sul foi contemplada em 2008 com o título de Capital Brasileira da Cultura. A honraria, concedida por uma ONG homônima e com o apoio do Ministério da Cultura (MinC), havia destacado as cidades de Olinda (PE) e São João Del Rey (MG) nos anos anteriores, e, naquele último ano do primeiro mandato de José Ivo Sartori (PMDB) como prefeito, Caxias venceu as concorrentes Blumenau (SC), Petrópolis (RJ) e Santa Cruz de Cabrália (BA). Além de um extenso portfólio sobre realizações artísticas e culturais, o município contou com uma campanha popular muito forte, incluindo uma carta de adesão da comunidade com quase 35 mil assinaturas.

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Mais do que celebrar uma trajetória, contudo, o principal objetivo da candidatura era incentivar e atrair novos projetos culturais, além de divulgar a cidade e o seu evento principal, a Festa da Uva. Recordando aquele período, o secretário municipal de Cultura da época, Antônio Feldmann, destaca que Caxias tinha uma produção artística muito grande e diversificada, mas que era pouco conhecida entre os próprios caxienses

— Quando a prefeitura faz uma ponte, por exemplo, ela está lá materializada para mostrar a sua importância. Com a cultura, é mais difícil materializar essa importância. Acho que aquele título serviu um pouco para isso, para que a própria cidade visse o quanto se fazia pela cultura em Caxias — avalia. 

O ex-secretário destaca que o título mobilizou entidades como a Câmara da Indústria e Comércio (CIC) a criar o Mês da Cultura, ajudou a viabilizar a sala de teatro do Ordovás, além de permitir o incremento dos recursos do Financiarte e a conquista dos Pontos de Cultura junto ao MinC. Tão importante quanto, foi levar o tema ao centro dos debates e da cobertura da imprensa.

— Nunca a cultura foi assunto de tanta pauta nos veículos de comunicação como naquele ano, com diversas manchetes. Isso acabou fazendo com que as pessoas comentassem sobre a importância da arte e da cultura em espaços nos quais antes essa discussão não era corriqueira, até porque houve parte da cidade que se opôs à candidatura. Lembro que criaram até um bordão contrário, que era “cultura do capital”. Mas houve uma projeção muito boa de Caxias, que fez muito bem para a autoestima da cidade. Cidades como Pelotas e Bento Gonçalves, por exemplo, usaram o nosso exemplo de forma bem positiva, desenvolvendo o setor cultural muito inspiradas no que fizemos — destaca. 

A festa que coroou Caxias como Capital Brasileira da Cultura teve direito a uma apresentação do pianista e compositor Ivan Lins, acompanhado da Orquestra Municipal de Sopros de Caxias do Sul. Naquele mesmo 3 de setembro, mais de 100 eventos culturais foram realizados em diversos pontos da cidade.

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