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70 Anos05/11/2018 | 10h55Atualizada em 05/11/2018 | 15h51

Pioneiro 70 anos: por um futuro mais tolerante

Martina completou um ano neste domingo, e sua mãe, Carolina, espera um mundo de mais amor

Pioneiro 70 anos: por um futuro mais tolerante Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Diferente dos demais aniversariantes deste 4 de novembro, Martina não tem muito o que contar. Ou, pelo menos, ainda não. Isso porque, neste domingo, a pequena completou apenas um ano de vida. Para ela, o conceito de tempo é ainda incompreensível. Já os pais dela, Carolina Silvano, 32 anos, e Vanderson Pelant, 31, têm uma noção clara do tempo, que se tornou mais curto desde a chegada de Martina, a segunda filha do casal morador de Farroupilha, que tem ainda outra menina, Rafaela, de seis anos.

— O trabalho dobrou, tudo ficou mais complicado, mas o olhar radiante dela e o sorriso alegre permanente é uma felicidade contagiante — relata Carolina.

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No final de semana em que a pequena nasceu, o Pioneiro noticiava a crise nos hospitais caxienses e, no Almanaque, trazia uma reportagem sobre comida vegana e vegetariana. A mãe, que se dedica exclusivamente à criação dos filhos — cuida sozinha das crianças durante a semana, enquanto o marido, empresário, gerencia uma fruteira —, só arranja tempo para ler o jornal nos finais de semana. Mesmo assim, acredita que o jornalismo desempenha um papel importante na sociedade:

— Sem a informação, seríamos nada — comenta.

Seu futuro, atualmente, é projetado nas filhas. Mesmo o desejo de sair da zona urbana, onde mora em um apartamento, para uma casa do interior, visa dar uma vida mais confortável às crianças.

— Eu e meu marido crescemos em casas. Queríamos proporcionar isso para as nossas filhas. Mantê-las longe do celular, levando uma vida mais confortável — relata.

Sobre em que mundo gostaria de ver as suas filhas crescendo, ela afirma:

— Tudo que aconteceu recentemente, essas brigas em redes sociais, mostrou que vivemos uma época de intolerância. Precisamos aceitar opiniões diferentes. Precisamos superar isso, cultivar mais o amor. A nova geração pode nos trazer de volta esse amor ao próximo que deixamos para trás.

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