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Agricultura13/11/2018 | 13h59Atualizada em 13/11/2018 | 14h18

Perdas causadas pelo granizo deverão elevar o valor pago a produtores de uva na Serra

Reunião em Brasília sobre preço mínimo oficial não teve acordo

Perdas causadas pelo granizo deverão elevar o valor pago a produtores de uva na Serra Porthus Junior/Agencia RBS
Granizo e vento no fim de outubro causaram prejuízos diretos de R$ 345 milhões na agricultura conforme a Emater Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O preço mínimo oficial da uva para o ano que vem não teve consenso entre os representantes da cadeia produtiva da uva e do vinho sobre o valor a ser praticado. Na última semana, representantes dos produtores rurais, cooperativas e vinícolas estiveram no Ministério da Agricultura na segunda-feira para debater o tema. Conforme Marcio Ferrari, vice-presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e coordenador da Comissão Interestadual da Uva, enquanto os agricultores pleiteavam R$ 1,05 o quilo, as cooperativas defendiam R$ 0,96, correspondente à inflação medida pelo IPCA em 12 meses. As vinícolas pediam a manutenção do valor praticado nos dois últimos anos, de R$ 0,92.

Como não houve acordo, caberá ao Ministério da Agricultura estipular um valor, levando em conta o cálculo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre os custos de produção, e apresentar a proposta ao Conselho Monetário Nacional. Conforme Ferrari, a última reunião do conselho prevista no ano é no próximo dia 29. Até lá, a exemplo dos anos anteriores, o conselho deverá ter o valor aprovado. Caso contrário, isso só poderá ocorrer em janeiro do ano que vem, com a colheita já em andamento.

As perdas causadas pelo granizo do fim de outubro na Serra também foram abordadas na reunião no Ministério. Conforme Ferrari, haverá impacto no valor pago aos produtores da região pelas vinícolas, que deverá ficar acima do preço mínimo.

— Acredito que o preço poderá ficar entre R$ 1,50 e R$ 2. Haverá competição entre as vinícolas na compra — analisa.

O vice-presidente do Ibravin também comenta que não há uma política atual por parte do Ministério da Agricultura para socorrer o produtor que tem prejuízos. Ele afirma que poderia ser revisto o percentual do seguro agrícola que tem contribuição do governo federal. 

Outra questão que os agricultores defendem, por exemplo, é a existência de um seguro para coberturas plásticas ou telas anti-granizo, que, por vezes, são destruídas pelo vento. O custo desse material é elevado, ficando em torno de R$ 50 mil por hectare.

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