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Mais médicos20/11/2018 | 11h53Atualizada em 20/11/2018 | 13h20

Maioria dos médicos cubanos já deixou as unidades básicas de saúde em Caxias

Dos sete profissionais que atuavam na cidade, apenas um continua trabalhando

Maioria dos médicos cubanos já deixou as unidades básicas de saúde em Caxias Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A maioria dos médicos cubanos que integravam o Programa Mais Médicos do governo federal e atuavam na rede básica de saúde de Caxias do Sul já deixou as unidades básicas de saúde (UBSs). Dos sete profissionais que atuavam no programa Estratégia Saúde da Família (ESF) na cidade, apenas um assumiu o serviço na manhã desta terça-feira.

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A saída dos médicos de Cuba já impacta no atendimento à população em pelo duas unidades que ficaram sem nenhum clínico geral nesta manhã, a UBS Fátima Baixo, na Região Norte, e a UBS Tijuca, na Oeste. Os demais postos têm outros clínicos que seguem atendendo.

As equipes foram surpreendidas com o chamamento dos médicos, em muitos casos, já com anúncio de embarque para Cuba nos próximos dias. Um dos profissionais tem voo marcado para esta quinta-feira. 

Leia Cristiane Muniz, diretora do território que inclui as unidades dos bairros Esplanada, Salgado Filho, Alvorada e São Caetano, disse que a médica cubana que trabalhava na Esplanada informou-a nesta manhã que recebeu orientação para não ir trabalhar por meio de uma ligação da Organização Pan Americana da Saúde (Opas) de madrugada.

Diante da comunicação de que não trabalhariam nesta terça, aos funcionários das UBSs restou a tarefa de informar os pacientes de que as consultas pré-agendadas teriam que ser remarcadas. Em alguns casos, os pacientes foram encaminhados à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Zona Norte.

A exceção entre os profissionais cubanos foi o médico Carlos Yeider que atua na UBS Campos da Serra. Ele ficará em Caxias e, por enquanto, seguirá na unidade, porque tem visto permanente no Brasil.

Segundo a Secretaria de Saúde, as pessoas devem continuar procurando a unidade de saúde de referência do bairro. Elas serão avaliadas pelas equipes e orientadas sobre como deverão proceder.

A secretaria também avalia a possibilidade de remanejar médicos de outras unidades para aquelas que ficaram sem nenhum profissional. A medida seria uma alternativa até que sejam preenchidas as vagas disponibilizadas pelo chamamento feito pelo governo federal em edital publicado nesta terça-feira. 


 
 
 

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