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Rede estadual22/11/2018 | 07h00Atualizada em 22/11/2018 | 07h00

Escolas de Caxias e região receberam melhorias, mas a demanda ainda é grande

Governo gaúcho executou obras em 76 estabelecimentos de ensino

Escolas de Caxias e região receberam melhorias, mas a demanda ainda é grande Porthus Junior/Agencia RBS
Demolição de pavilhão da Victório Webber, no bairro Serrano, em Caxias do Sul, continua sem definição Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O governo de José Ivo Sartori (PMDB) encerrará a gestão da educação em Caxias do Sul e cidades próximas com obras de grande, médio e pequeno porte em 76 escolas. Foram 33 projetos executados em Caxias e o restante em outros 13 municípios, segundo a 4ª Coordenadoria Regional da Educação (4ª CRE).

É um número grande de intervenções, mas insuficiente para aplacar a voracidade da rede estadual, que sente os efeitos de anos sem investimentos significativos. Pelo menos 56 estabelecimentos seguirão na fila para reparos e outras nove escolas já estão com recursos reservados e aguardam o desenrolar de processos licitatórios. Caberá ao próximo governo concluir ou tirar do papel o que foi projetado pela coordenadoria nos últimos quatro anos. 

Algumas pendências abrangem escolas já atendidas com algum tipo de obra desde 2015. Janice Moraes, titular da 4ª CRE, garante que os projetos sem recurso definido não envolvem reparos emergenciais, mas são trabalhos necessários, caso da Victório Webber, no bairro Serrano. A escola opera com metade da capacidade ocupacional há pelo menos quatro anos, resultado da precariedade de um dos pavilhões. O prédio foi inaugurado há 36 anos como uma obra paliativa. Em 2013, o Estado construiu um anexo no mesmo terreno e a unidade antiga deixou de receber alunos — hoje abriga apenas salas administrativas e de recreação. 

A falta de um local adequado já motivou protestos da comunidade. A 4ª CRE reconhece que o pavilhão velho precisa ser demolido para dar lugar a um prédio moderno com banheiros, cozinha, refeitório e sala administrativa e novo cercamento. Atualmente, são 300 estudantes nos três turnos.

— Temos seis salas de aula fechadas. Acredito que poderíamos atender uns 800 estudantes — aponta a diretora Sirlei de Matos.

Além das obras, 71 escolas estão em processo de elaboração e aprovação de PPCI. A 4ª CRE também está na lista para receber reformas. Mas o problema nas escolas não se restringe à condição dos imóveis. Faltam professores em algumas disciplinas e o próximo gestor terá de  minimizar a forte evasão escolar e a reprovação. No final de 2017, impressionantes 12,6 mil alunos matriculados na rede se enquadraram nesse perfil. Ainda não há números sobre 2018, mas a tendência é que o problema se repita.

Obras com recursos garantidos, mas que aguardam análise técnica ou conclusão de licitações:

CANELA

:: Instalação de câmeras de segurança na Escola Danton Corrêa da Silva

CAXIAS DO SUL

:: Reparos nos sanitários na Escola Aristides Germani

:: Colocação de calhas na Escola Clauri Alves Flores

:: Reforma geral do Instituto Cristóvão de Mendoza

:: Desentupimento e conserto da rede pluvial subterrânea da Escola Presidente Vargas

NOVA ROMA DO SUL

:: Cercamento da Escola Nova Roma

NOVA PETRÓPOLIS

:: Substituição do cercamento da Escola São José

SÃO MARCOS

:: Recuperação forro do laboratório de ciências da Escola Maranhão

:: Instalação rede pluvial da Escola Orestes Manfro

Obras projetadas, mas sem definição de licitação:

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Foto: Arte Pioneiro / Agência RBS

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