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Programação17/11/2018 | 10h00Atualizada em 17/11/2018 | 10h00

Confira os detalhes de como serão os desfiles cênicos da Festa da Uva

Espetáculo apresentado na Rua Sinimbu e na Plácido de Castro é o mesmo

Confira os detalhes de como serão os desfiles cênicos da Festa da Uva Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS
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Faltando pouco mais de três meses para a Festa da Uva, equipes trabalham em ritmo acelerado também para alinhar as novidades que serão apresentadas no novo formato do desfile cênico. Desta vez, sabe-se que os integrantes do corso alegórico desfilarão em dois endereços, na tradicional Rua Sinimbu e na alameda central dos Pavilhões da Festa da Uva, inédito até então. A apresentação que o público verá é a mesma nos dois cenários. O que muda, efetivamente, é a quantidade de pessoas que irão desfilar em cada um dos espetáculos. Enquanto mil devem participar do desfile da Sinimbu, pouco mais da metade integrará a apresentação dos Pavilhões, já que o espaço é reduzido. Na última edição, 1,4 mil desfilaram na Rua Plácido de Castro. Enquanto na Sinimbu a estimativa é de uma hora e meia de espetáculo, nos Pavilhões, deve durar cerca de uma hora. Um espetáculo mais coreografado, cênico e artístico é o que a equipe promete entregar ao espectador, indiferente do endereço.

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_ A ideia é que o desfile aconteça como se estivesse no trilho de um trem. A avenida vira um grande trilho, os carros viram vagões. O padrão de cada alegoria é: carro alegórico, que só não está em duas alas, artistas e figurantes, que são os voluntários _ descreve o diretor artístico do desfile, Matheus Brusa.

Bailarino com diversos trabalhos premiados pelo Brasil, Brusa optou por investir na contratação de artistas para levar ao público um corso alegórico bastante cênico. A presença de artistas profissionais remunerados não costumava ser tão expressiva, lembra Brusa. Eles desfilarão lado a lado com moradores do interior e demais voluntários, que formam a alma do corso. Os distritos já estão sendo contatados para que enviem representantes. Em contrapartida, os moradores ganharão ingressos para visita aos Pavilhões. Uma das novidades, a possibilidade do turista adquirir um ticket, vestir a fantasia e desfilar, ainda não está definida. Se a ideia vingar, a tendência é que ocorra no desfile dos Pavilhões. Não foi divulgada qual ala poderá ter a participação de turistas. 

_ Com os artistas e voluntários, teremos quatro ensaios técnicos. A ideia é que todos interpretem mais dentro de sua ala e estejam menos soltos, abanando. Queremos que todos estejam concentrados _ diz Brusa.

Na Sinimbu, a ideia é que o desfile inicie na Guia Lopes e siga até a Praça Dante Alighieri. Brusa adianta que artistas e voluntários irão desembarcar de seus carros alegóricos no entorno da praça, e devem ficar no entorno do chafariz para valorizar um dos principais cartões-postal da cidade. Não está descartada a instalação de arquibancadas. A música que tocará será eletrônica, e alguns carros trarão surpresas com som próprio. O desfile encerrará com espetáculo de música italiana. Religião, cultura, migração, trabalho e comunidade serão representados na avenida. O orçamento total é reduzido em cerca de 30% do valor gasto na última edição, que se aproximou a R$ 1 milhão. 

Carros serão puxados por trator

Os carros alegóricos serão preparados na Maesa, espaço que também sediou a construção das alegorias na última edição. Ranulfo Homem, conhecido no meio artístico por estar à frente do grupo de teatro de bonecos Molhados na Chuva, assina o roteiro junto ao irmão Rafael, também bonequeiro, e com Matheus Brusa. Ranulfo também está envolvido diretamente com a construção dos carros alegóricos, e revela que eles devem circular pela Sinimbu e pelos Pavilhões puxados por tratores. Desde 2004, as alegorias eram tracionadas.

_ Vamos resgatar a simbologia com o uso do trator. Em toda colônia, há alguém pilotando um trator _ lembra.

Os carros alegóricos deverão ter quatro metros de altura e, no máximo, oito de largura, para que possam desfilar harmonicamente nos dois cenários.

PROGRAME-SE

:: Na Rua Sinimbu, os Corsos irão ocorrer nos dias 24 de fevereiro e 10 de março, primeiro e último domingo da Festa. 

:: Os outros seis serão realizados durante a semana, na Alameda Central, no Parque de Eventos: três na primeira semana (24/02 a 02/03) e três na segunda semana (03/03 a 09/03).

:: A Festa da Uva ocorre de 22 de fevereiro a 10 de maço de 2019.

AS ALAS

:: Rio Grande do Sul: o primeiro carro alegórico que irá adentrar no desfile irá resgatar as tradições gaúchas, presentes ainda antes da imigração. O carro trará apresentação de chula, música ao vivo e os figurantes irão encenar danças típicas gaúchas.

:: Trem: o carro alegórico terá dois vagões: um em que estarão figurantes, e outros com artistas. A ideia é que esse trem, importante na história da formação da cidade, faça a ligação com o restante do desfile, e todos os carros alegóricos que seguirão terão detalhes que mostram que estão ligados pelo trem. 

:: Vindima: não haverá carro alegórico na ala que representa a colheita da uva, mas sim a representação de parreiral e do ato de colher o fruto. Nessa ala ocorrerá a distribuição da uva para o público.

:: Gastronomia: o carro alegórico retrará esse importante traço da colonização italiana e também um cenário bastante conhecido no interior, as bodegas. A ideia é que os figurantes interajam com o público e distribuam especialidades da gastronomia colonial, como biscoito, polenta, pães. 

:: Religiosidade: a ala retratará a religião mais forte historicamente na cidade, o catolicismo. Além do figurino dos figurantes, haverá a representação de uma capela no carro alegórico. 

:: Indústria: com uma orquestra percussiva se apresentando só com instrumentos de metal, esse carro levará artistas que irão representar estilos de danças mais urbanas, cujos movimentos podem se assemelhar ao de operários. 

:: Miscigenação: a Caxias de diversas culturas e raízes será retratada em uma ala sem carro alegórico, em que pessoas de diversas origens irão desfilar. A ideia é que participem etnias diferentes da italiana, como haitianos, senegaleses e membros de grupos folclóricos.

:: Rainha: será mantida a tradição de que o carro da rainha e das princesas encerra o desfile. Estarão nele, também, parte das embaixadoras (a Festa da Uva não está mais usando o termo embaixatriz). A ideia é que as representantes da Festa estejam em um vagão imperial, mais sofisticado. Parte das embaixadoras deverá ficar no chão, em contato com o público.

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