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Saúde pública15/11/2018 | 15h33Atualizada em 15/11/2018 | 15h37

Caxias deve perder sete médicos cubanos que atuam na rede básica

Profissionais trabalham no programa Estratégia Saúde da Família em sete unidades

Caxias deve perder sete médicos cubanos que atuam na rede básica Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A rede básica de saúde de Caxias do Sul deve perder sete profissionais com o fim da participação de Cuba no Programa Mais Médicos do governo federal brasileiro. Cuba anunciou a saída do programa na última quarta-feira alegando "referências depreciativas e ameaçadoras" feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil.

Já o presidente eleito disse em entrevista coletiva que exigiria a realização de exame para a revalidação do diploma (Revalida) dos médicos cubanos. Fora do Mais Médicos, os formados no exterior não podem atuar na medicina brasileira sem a aprovação no Revalida. Mas no caso do programa federal, todos os estrangeiros participantes têm autorização de atuar no Brasil mesmo sem ter se submetido ao exame.

Em Caxias, os médicos cubanos representam 30% do total de profissionais do programa. Os primeiros chegaram em 2013, quando o Mais Médicos foi criado. Eles trabalham em sete unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF): Belo Horizonte, Fátima Baixa, Desvio Rizzo, Salgado Filho, Esplanada, Tijuca e Campos da Serra. A diretora da Atenção Básica de Caxias, Maria Elenir Anselmo, lamentou a saída dos médicos e o efeito que ela terá na rede. 

– Vamos ter que avaliar esse impacto e ver se vai haver reposição por parte do governo federal. Ainda temos dificuldade (no âmbito do município) de conseguir reposição desses profissionais (do ESF) quando necessitamos. Oferta sempre temos, o problema é a falta de candidatos para cumprirem 40 horas semanais – ponderou a gestora.

É que a carga horária de um clínico concursado da rede básica é de 12 horas por semana. Com isso, os médicos conseguem manter outras atividades como consultórios ou atendimento em hospitais, por exemplo. Situação diferente de um médico de ESF que precisa cumprir 40 horas.

Para tentar incentivar a adesão de profissionais ao ESF, no dia 31 de outubro, a prefeitura criou o cargo de médico de ESF, que, até então, não existia, e deve realizar consurso no ano que vem. Os 45 médicos que atuam nas 46 equipes de ESF na cidade são clínicos que tiveram as cargas horárias ampliadas para exercer a função. 

No caso do Mais Médicos, o governo federal anunciou que irá abrir um chamamento para que profissionais se candidatem às vagas abertas com a saída dos cubanos. Primeiro devem ser chamados médicos formados no Brasil. Depois, brasileiros com formação no exterior. E, por último, estrangeiros.

Não há data para que os cubanos deixem o Brasil e nem para o chamamento de novos profissionais para substituí-los.

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